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#135 - Superfãs

“As divas pop representam tudo que seus fãs querem ser”, diz documentarista

Esta semana conversamos sobre Superfãs de divas pop. No estúdio, Paulo Cesar Toledo, diretor do documentário “Waiting for B”, sobre os fãs de Beyoncé que acamparam na frente do estádio por 57 para serem os primeiros a entrar em seu show, e superfãs de Lady Gaga, Rihanna e Lana Del Rey. Romário, superfã da Lady Gaga, explica a razão da adoração de gays por divas pop: “Quando você é gay, nem todo mundo te acolhe ou te aceita. Então quando você vê um ícone fazendo um discurso a seu favor e te defende, mesmo distante, você se apega a isso”. Paulo Cesar Toledo completa com suas observações sobre os fãs de Beyoncé que filmou: “Elas são tudo o que eles gostariam de ser”. Apesar da identificação com as divas, não é essencial que elas escrevam as próprias canções, aponta Spencer Quintanilha, superfã da Lady Gaga: “Whitney Houston e Michael Jackson não eram menos inspiradores porque não compunham todas as músicas.” Álvaro, superfã de Rihanna, concorda: “Nenhuma delas é 100% autêntica – a partir de uma imagem que dá certo, elas conciliam aquilo o que dá certo com o que é verdadeiramente ela”. Todos concordam, no entanto, que cantores gays pop não inspiram os superfãs da mesma maneira: “Eles não são tão representativos. Adam Lambert é ótimo, mas não é tão atrativo. A gente tem vontade de ser as divas, e de beijar os ídolos – héteros”.

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2 comentários

João Antonio Desidério de Moraes

Adoro o LadoBi, mal posso esperar pra não ganhar mais um salário de fome (bolsa de estágio, na verdade) pra doar uns bons drink pra vocês. Só comentando algo que ouvi nesse episódio, eu não acho que a falta de sucesso do Adam Lambert entre as gays se dê por homofobia internalizada porque as gay dão mais atenção pra artistas héteros. Por mim, muito mais artistas sairiam do armário logo, adoro ver LGBT fazendo sucesso. O lance do Adam Lambert é que o trabalho dele é fraco mesmo, sorry. Sempre achei :/ Sou 100% fãnzoca dos meninos do Years&Years, principalmente por causa do Olly, o vocalista viadinho hehe <3 Frank Ocean também, amo muito, também gay. O Adam Lambert é que deixa a desejar mesmo :s

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Pedro Henrique

As músicas da Gaga me ajudaram muito na questão da autoestima e aceitação. Me ajudaram a emagrecer. E foi num show dela a primeira vez que eu falei pra outro ser humano que eu era gay. Aliás, nem precisei falar, né, hahaha. Continuem arrasando, Lado Bi. É um dos meus podcasts favoritos.

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