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#64 - Feminismo

Feministas criticam vagão para mulheres: “governo abre mão de educar os homens”

Nesta semana o programa debate o feminismo à luz da contemporaneidade. As ativistas feministas Marilia Moschkovich e Talita Noguchi, do grupo Desamelia, explicam o que é feminismo nos dias de hoje, por que é uma bobagem achar que as feministas querem acabar com os homens e dão sua opinião a respeito do vagão para mulheres no metrô de São Paulo e do Rio: “O governo se abstém de educar os homens com essa medida. É um efeito paliativo para eles fingirem que estão fazendo algo a respeito.” Por fim, elas analisam que as lésbicas de “Em Família” não causaram polêmica porque duas mulheres são sempre alvo do fetiche dos homens.

Playlist da edição

  • “Sisters Are Doin’ It For Themselves”, Eurythmics
  • “What’s Up?”, 4 Non Blondes
  • “Stronger Woman”, Jewel
  • “Womankind”, Annie Lennox
  • “Sisters Of Avalon”, Cyndi Lauper
  • “Woman In Chains”, Tears For Fears
  • “Watch The Woman’s Hands”, Paula Cole
  • “Woman’s Work”, Tracy Chapman
  • “Woman Is The Nigger Of The World”, Cássia Eller
  • “Tell Yourself”, Natalie Merchant
  • “Women’s Realm”, Belle & Sebastian
  • “(You Make Me Feel Like) A Natural Woman”, Carole King
  • “Hoochie Woman”, Tori Amos
  • “Sisters”, AVAN LAVA
  • “No Man’s Woman”, Sinéad O’Connor

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3 comentários

Luis

Que estranho na ultima fala que as feministas extremistas julgam o que pra elas eh fora do normal, querem descontruir uma normalidade machista com outra normalidade em que exclui e hostiliza minorias dentro da propria causa, eh como na causa lgbt em que querem mudar a heteronormatividade impondo uma outra normativa pras bichinhas passivas feminas e tals.

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Onofre Paiva

Achei interessante a não-polêmica das lésbicas de em Família, tendo minha mãe por termômetro.

Assistindo Amor a vida ela se incomodava bastante com Felix e Niko. Na cena do beijo (como ela não usa internet, foi pega de surpresa) ela solta um: “Meu Deus, esse mundo tá perdido mesmo”.

Em compensação ela assistiu Em família inteira, sem dar um pio sobre as duas. Minhas hipóteses foram:
1- Começa realmente a ver como natural.
2 – Elas são lésbicas, mas super femininas (com isso não desafiam tanto o gênero), enquanto Felix era o que ela chama de Bixa, e isso é o que mais a incomoda.
3 – Na própria trama, a relação delas não é polêmica. O ambiente no universo da novela é de muita aceitação e pouco conflito (o que me parece bom).

Não me passou pela cabeça que a causa fosse a “invisibilidade” da mulher, pois, como as próprias disseram, mulher costuma ser muito mais julgada.

Quanto ao discurso anti-feminista (Que a Regina replicou sem perceber), só lembro de Cravo e a Rosa do Walcyr. Na sinopse passava a clara ideia de que Catarina tinha ideias feministas, mas conheceu o troglodita que curou ela com a vara.

No mais, tava aguardando muito esse tema. Fui um dos que aperreou, beirando a insistência.

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