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Aíla

Aíla conta como une música pop e ativismo: "tento criar microrrevoluções"

Essa semana o LADO BI entrevista a cantora e compositora Aíla, que recentemente lançou seu segundo álbum, “Em Cada Verso Um Contra-Ataque”. Paraense radicada em São Paulo, Aíla fala sobre as maneiras que encontrou para unir seu trabalho com a música e seu trabalho como ativista: “quero transmitir mensagens políticas de forma pop, para as pessoas conseguirem cantar junto e compreenderem o que estão cantando.” Depois de estrear com um álbum de intérprete (“Trelelê”), a artista gravou suas composições, engajada com temas atuais como o assédio: “Os caras nem querem saber se você é lésbica ou não, o assédio é diário, nas ruas, nas lotações”. Ela também celebra a diversidade sexual na faixa “Lesbigay” e combate o racismo com uma faixa de Chico César, “Melanina”: “Eu queria muito falar sobre racismo, mas eu sou branca, então não fazia sentido eu escrever sobre isso. Pessoas de todas as raças precisam estar juntos para lutar contra o racismo, assim como não precisa ser gay para lutar contra a homofobia”. Ela frisa que política é algo que se faz todos os dias: “Todos nós somos seres políticos. Comprar um pão envolve imposto, envolve várias camadas políticas. Eu tento na minha música fazer microrrevoluções.”

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