Conheça 8 personagens infantis que se tornaram ícones LGBT

Conheça 8 personagens infantis que se tornaram ícones LGBT

Seja por suas atitudes, seja pela aparência, seja pela mente suja dos adultos, o que não falta são personagens de séries para crianças das décadas de 1980 e 1990 que ganharam um significado especial para os telespectadores LGBT

por Marcio Caparica

A preocupação em retratar positivamente personagens LGBT para o público infantil é muito, muito recente. Hoje em dia, seriados animados incríveis como Steven UniversoA Lenda de Korra mostram às crianças que viver fora da heteronormatividade é uma possibilidade, e que não há nada de errado com isso – algo inimaginável nas décadas de 1980 e 1990. Na falta de indicações intencionais e explícitas, restou aos telespectadores queer do século passado se apropriarem dos personagens que tinham à mão. Agora que as crianças que cresceram com o nariz no televisor chegaram à vida adulta, vários de seus heróis da infância tornaram-se símbolos LGBT, mesmo contra a vontade de seus criadores. Confira a seguir alguns deles.

1. Kimberly, a Power Ranger rosa (Power Rangers)

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De todos os Power Rangers, aquela que mais cativava o imaginário dos proto-LGBTs era, sem dúvida, Kimberly Hart, a Ranger Rosa. Ela era a personagem na série que todos os garotos héteros e meninas lésbicas queriam namorar, e que vários gayzinhos gostariam de ser. Interpretada por Amy Jo Johnson (que depois participaria da série Felicity), ela era a mais linda, a mais graciosa, e a mais fashion – de todas as Power Rangers, ela era a única que usava minissaia. Além disso, seu interesse romântico era o galã Tommy Oliver, inicialmente o malvado Ranger Verde, que depois se tornava o líder do grupo como o Power Ranger Branco. Nenhuma das encarnações subsequentes dos Power Rangers conseguiu superar o fascínio de Kimberly nas mentes infantis queer.

2. Fred Jones (Scooby-Doo!)

Fred Jones e Daphne, Scooby Doo!

Na hora de assistir ao desenho do Scooby-Doo, o coração do jovem gayzinho dava um pulo quando Fred surgia na televisão, não importava qual fosse a versão do desenho. Loirão, saradão, sempre bem vestido, esportista e com um sorriso de matar – a gente não sabia, mas, quando crescesse, acabaria correndo atrás desse tipo de boy com mais afinco que Salsicha e Scooby corriam dos vilões. E talvez nosso sonho infantil não era totalmente em vão: por mais que Daphne se jogasse em cima de Fred, o bonitão da Máquina Mistério nunca reparava na ruiva (ou a ignorava…), apesar de sempre ficar a sós com ela toda vez que a turma se separava para desvendar o mistério do dia. A sexualidade de Fred para sempre vai permanecer uma incógnita, mas seu valor como ícone LGBT está longe de ser um enigma.

3. Jem e as Hologramas

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Muito antes de Miley Cyrus ganhar fama interpretando a vida dupla de Hannah Montana, as animações já traziam uma popstar com identidade secreta: Jem, do grupo Jem e as Hologramas, versão glamurosa da jovem Jerrica Benton. Criada pelo mesmo time responsável por G.I. JoeTransformers, essa série acompanhava as manobras que Jem e sua banda faziam para manterem secreta sua tecnologia holográfica e sustentar 12 (isso mesmo, DOZE) filhas adotivas. Como se a banda rival As Desajustadas e seu empresário, o vilão Eric Raymond, já não dessem dores de cabeça o bastante para Jerrica, a heroína ainda tinha que lidar com um triângulo amoroso inusitado: seu namorado Rio Pacheco vivia dividido entre Jerrica e Jem, ou seja, entre ela e ela mesma. Numa época em que viver no armário era o que se esperava de gays e lésbicas, os esforços de Jerrica para conseguir lidar com sua vida dupla acabaram reverberando no imaginário de vários pequenos telespectadores. Sem falar que a montação de Jem é tudo #diva.

4. A Pequena Sereia

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Não é apenas pelas músicas incríveis que o longa animado A Pequena Sereia foi um enorme sucesso, a ponto de mais tarde render uma série animada. Os paralelos entre Ariel e seus fãs LGBT (crianças ou adultos) são vários: a vontade de fazer parte de um mundo diferente daquele em que cresceu, mais livre; a paixão por um cara lindo e aparentemente impossível; a decisão de contrariar a família para fazer o que manda o coração; o longo processo de sedução em que só se pode soltar as insinuações para o amado, sem dizer nada…

Hans Christian Andersen, autor da fábula original, era gay. Em 1836 seu amigo e grande amor, Edvard Collin, se casou, apesar de cartas em que Andersen confessava seu amor. Em crise, o autor escreveu A Pequena Sereia logo depois: a sereia muda seria um alter-ego para o próprio fabulista, incapaz de declarar seu amor ao mundo; o príncipe representaria Edvard. Na história original, o príncipe casa-se com uma mulher que acredita tê-lo salvado de um afogamento, quando quem o salvou na verdade foi a sereia. Ao fim da história, ela deve matá-lo para retornar ao mar, mas, quando vê que o príncipe vive feliz, desiste. Ela então morre e torna-se espuma.

5. He-Man

A descoberta que realmente mudou minha percepção sobre o desenho de He-Man foi perceber, depois de adulto, que nenhum dos personagens principais tem orelha (tirando o Gorpo). Nenhuma outra observação é tão chocante.

É praticamente impossível não considerar He-Man um ícone gay. Ele tem o corpo que todas as barbies gostariam de ter, exibe um bronzeado de dar inveja, e corre de um lado para o outro só de sunga e harness. Sua identidade secreta, o príncipe Adam, languidamente banca o boboca com seu coletinho rosa e cuequinha roxa – só falta falar pro Pacato: “gata, nem adianta se esconder, você sabe que não vai fugir da minha espada”.

Fisto (!)

Fisto (!)

Se passarmos para o resto do elenco… Qual seria a razão da obsessão do Esqueleto pelo He-Man? Cheira a tocoxona: o vilão levou um toco do loirão e apaixonou. O Mentor, com aquele bigode, parece um ator pornô dos anos 1970. Sem falar do episódio em que surge um personagem chamado Fisto. Não fosse o bastante, sem He-Man jamais teríamos a série de sua irmã, She-Ra, outra ode à imaginação viada de gayzinhos e sapinhas de todas as idades.

6. As Meninas Superpoderosas

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Esse que foi um dos maiores sucessos dos cartoons dos anos 1990 é um verdadeiro banquete queer. Pra começar, Florzinha, Lindinha e Docinho foram criadas no laboratório pelo professor Utônio, que assim conseguiu ter filhas sem ajuda de mulheres #significa. Enquanto Florzinha e Lindinha representam as garotas que curtem serem “menininhas”, a enfezada Docinho representa as molecas – mas nenhuma das três baixa a cabeça para os meninos. Um de seus vilões mais icônicos é Ele, um diabo crossdresser – não que ele fosse o único: em vários momentos, as meninas se disfarçam de homens, e os homens usam roupas “de mulher”. Os Meninos Desordeiros (Durão, Fortão e Explosão), versão má das heroínas, tinham dois pais, o Macaco Louco e Ele, e os personagens da série não viam o menor problema nisso.

Mas é principalmente em sua desobediência aos padrões de gênero que as Meninas Superpoderosas deixam sua marca. Em um episódio, Docinho argumenta que “só porque uma certa pessoa possui potes plásticos em casa não significa que ela é uma mulher”. “Isso”, concorda a Florzinha, “meninos também precisam guardar seus restos de comida!”. Em outro, Lindinha comenta: “Aposto que o nosso vizinho é muito forte e másculo”. Ela é logo repreendida por Florzinha: “Lindinha! Mulheres podem levantar peso também!”. Mas o melhor acontece quando um super-herói tenta lhes ensinar os papéis de cada gênero: “Existem algumas funções desempenhadas só por homens ou por mulheres, certo? Vejam sua família, por exemplo. Quem trabalha fora e sustenta a casa?”, pergunta. “Nosso pai”, respondem as meninas. “Exato! E quem cozinha?”. “Papai”. “Quem lava as roupas? Quem lava a louça? Quem faz bolo?”. “Papai”, responderam todas as vezes. “Então quem corta a grama do quintal e lava o carro?”, ele insiste. “A Lindinha!”, respondem as três.

7. Tinky Winky, dos Teletubbies

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De todos os personagens dessa lista, provavelmente nenhum causou tanta polêmica quanto Tinky Winky, o Teletubby roxo. Enquanto as crianças assistiam, encantadas, esses bichinhos fofos e esquisitos repetirem a mesma palavra sem parar, os adultos surtavam. Em 1999 o televangelista norte-americano Jerry Falwell condenou a série por estar usando Tinky Winky para ensinar a homossexualidade para os pequenos: o personagem era roxo (uma das cores da bandeira do arco-íris), tinha um triângulo invertido na cabeça (um dos símbolos dos gays) e carregava uma bolsinha (coisa “de menina” ou “de bicha”).

tinky-winky

Os criadores da série responderam que os Teletubbies não são nem héteros nem gays, são apenas personagens inventados num programa infantil. Mas o estrago já estava feito: antes do bafafá, nenhum adulto sem filhos em casa se sujeitaria a prestar atenção às psicodélicas historinhas educativas dessas quatro criaturas; depois que Falwell apontou para a série, a comunidade LGBT adotou Tinky Winky como um de seus símbolos.

8. Bert & Ernie, da Sesame Street

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Aqui no Brasil a Vila Sésamo foi sucesso nos anos 1970, mas não muito além dessa década: nós brasileirinhos da década de 1980 preferimos aprender as letras do alfabeto com uma loira seminua que chutava um anão vestido de tartaruga. Nos EUA, no entanto, há mais de 40 anos os fantoches da Sesame Street educam os americaninhos. Entre os personagens principais da série estão Bert e Ernie, dois amigos que moram juntos no mesmo apartamento. Tanto tempo morando juntos, sem mais ninguém que lhes alegrasse o coração… Não teve jeito: as guei norte-americana declararam que os dois são um casal. Não adiantou os criadores da série declararem que a dupla não é gay nem hétero porque “eles não existem da cintura pra baixo”. O musical Avenue Q, uma paródia de Sesame Street, satirizou a relação de Bert e Ernie nos personagens Nicky e Rod, esse último um gay enrustido apaixonado pelo colega de apartamento. Na semana em que a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou o Defense of Marriage Act (DOMA), decisão que levaria à legalização do casamento homoafetivo em todo o país dois anos depois, a revista New Yorker colocou os dois personagens em sua capa, uma das imagens mais comoventes da história do movimento LGBT.

Capa da New Yorker com Bert e Ernie

Capa da New Yorker com Bert e Ernie

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90 comentários

Juliana

Faltou também os X-Men, maior exemplo da luta dos humanos para destruir os mutantes que não eram aceitos por representar uma ameaça.

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Hobby

Poosha não sabia que o teletubbies era gay …. namoral estragaram a infância … desnecessário fazer deste grandes ícones de infância de muitas crianças que hoje são ja adulto .. uma luta de atos homossexuais, legal deles ter o direito de se expor mas não afligindo o pensamento e a moralidade dos demais cidadãos que não tem nada a ver com as escolhes deste grupo de pessoas.

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Irene

nenhum teletuby era gay, será q vc não leu a matéria? quem ficou com essas insinuações patéticas foi um pastor. E mesmo se ele fosse gay, qual seria o problema? nenhum eu presumo, pq há outros personagens infantis notadamente não-heterossexuais, e mesmo assim não há problema algum nisso, as meninas superpoderosas é um dos exemplos disso.

“legal deles ter o direito de se expor mas não afligindo o pensamento e a moralidade dos demais cidadãos”
Não entendi, pode se expor, mas se expor vai “afligir” o pensamento e a moralidade dos outros?

“que não tem nada a ver com as escolhes deste grupo de pessoas.”
E além de tudo vc ainda trata isso como sendo “escolha”?

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Wellington

Não afirmaram que o personagem era homossexual e se fosse qual seria a problemática. Pena de você que deixaria de ver um programa que pelo visto gostou, por conta da sexualidade do personagem. Esse teu discurso moralista, ta mas pra discurso homofóbico.

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Carlos

Hobby, seu texto parece ter sido escrito por um analfabeto funcional. Se você sonha em cursar uma faculdade é melhor parar de comentar sobre assuntos que não lhe dizem respeito e estudar dia e noite. Não comentarei sobre o conteúdo do mesmo, já que a forma me dá uma ótima ideia sobre quem você é.

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CARLOS

Incrível como dar um ponto de vista a obra de outrem é simples, talvez o autor jamais tenha pensado isso.

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Dennis

Excelente matéria! Você só se esqueceu de citar Batman e Robin, que em algumas revistas em quadrinhos já foram mostrados como explicitamente gays, por exemplo os 2 trocando de roupa juntos ou chorando abraçados. Além disso, a antogonista da personagem Gem ERA TRANSöEXUAL! Isso foi revelado em um episódio em que o empresário dela a chama pelo nome de homem, ao ela ela responde: “O que você disse?! Nunca repita esse nome novamente!”

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Jose Humberto

A verdade que cada pessoa vê as coisas corforme a sua capacidade de imaginação

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Jefers

Esqueceram vários. Johnny Quest era uma família de dois homens um menino(filho) e o cachorro, bandit

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carlos

Mas é realmente disso que se trata, a mente do adulto vê maldade em tudo quanto há. Mas a criança não tem maldade, não adianta fazer mensagem subliminar para influenciá-las sua compreensão do mundo é completamente diferente da nossa.
Somente após os 11 ou 12 anos que se começa a ter esse entendimento.
Muito do que foi dito na matéria são deturpações, entendimentos de uma mente maldosa.

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Poluimente

Não tenho preconceito porém luto pelo não incentivo a vida fora da “heteronormalidade”. Apesar de muito inteligente as comparações e comentários acredito que muitos pais preferem que seus filhos apenas se divirtam com desenhos animados, e não busquem detalhes tão profundos que põe em dúvida a sexualidade do personagem. Mais preocupante é que crianças têm fácil acesso á matérias desse tipo em sites conceituados devido a tecnologia e acesso a internet muito facilitado.

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Walter Bergasse

Como as crianças dos anos 80 e 90 eram felizes, tinham a oportunidade de ver desenhos sem se preocupar em “quem era ícone LGBT”… Quanto ao Fred e Daphne, o que o autor do texto esperava? Que num desenho infantil o homem “pegasse” a mulher a todo momento? Tenha dó!

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Alex Martins

Não tem preconceito, mas defende a heteronormalidade. Esse termo é bem preconceituoso sim. Só faltou vc falar em “homoanormalidade”.

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Gabriela

Sou hétero (na verdade demissexual, mas resumindo, sou hétero xD) mas me diverti lendo a matéria. Deve ser difícil crescer sem ter heróis em quem se espelhar, então deixar a imaginação rolar solta é ótimo mesmo. Apesar de só terem desenhos e produções americanas nessa lista, senti falta de Sakura Card Captors. A história é basicamente uma quadrilha. Tem vários tipos de relacionamento. Sakura e Shaoran no começo da história têm atração por Yukito, apesar de ser mais velho, justificado como uma atração mágica (e não romântica, no caso do Shaoran), inclusive os dois chegam a brigar pela atenção dele. Mas Yukito é namorado de Touya, irmão da Sakura. Este, por sua vez, teve um relacionamento hétero com Mizuki, alguns anos atrás. Mizuki agora se relaciona com Eriol, que tem uma diferença de uns 20 anos pra menos com ela. Eriol, em determinado momento, cria com magia uma entidade sem gênero (mas com aparência forma feminina) chamada Nakuru, que se interessa por Touya. Além disso, Tomoyo, melhor amiga de Sakura (e prima de 2º grau dela), tem sentimentos por ela, mas prefere ver ela feliz com Shaoran. Rika, de uns 10 anos, tem um relacionamento às escondidas com o professor, que tem uns 30… O mesmo aconteceu com os pais da Sakura, Nadeshiko e Kinomoto, ele com uns 30 e ela com 16. E nenhum dos casais/interesses afetivos é retratado com discriminação ou repúdio ao longo a história. Todo mundo se aceitando! xD

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Zé Jr.

Sei que é bobagem, mas, o autor citou que os personagens de He-man não tinham orelha (exceto Gorpo) e logo abaixo coloca a imagem de um personagem com orelha (Fisto).

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Jozi

Ele diz no texto: nenhum dos personagens PRINCIPAIS tem orelha. Esse Fisto não era principal.

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Digo

Excelente matéria. Me fez voltar ao tempo. O Márcio foi feliz ao relembrar de parte dos grandes clássicos. É engraçado imaginar a importância dos desenhos, contos e fábulas no nosso desenvolvimento. Enquanto estudante de psicologia me interesso por esse assunto. Existe vasta literatura que trata sobre esse assunto, destaco: “Lobo mau no divã” e “A psicanálise nos contos de fada”. A verdade é que estamos diante de conflitos desde que chegamos ao mundo, a função das fábulas, contos e desenhos animados é oferecer uma forma para ajudar as crianças na resolução dos respectivos conflitos, tal como: a orfandade, a função e importância da ética e até mesmo na compreensão e aceitação da diversidade. Lembrei de outros títulos que também serviram de identificação, como: Popples, Cavalo de Fogo, Muppet Babies e Digimon (representado pela Lili). É isso, a lista é enorme galera. Cada um tem os seus desenhos, bem como os seus respectivos personagens. Mais tolerância e menos ignorância. O texto contribuiu para um debate, e isso que verdadeiramente importa. Abraço ao Márcio e a todos.

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Marcos Henrique

Quando eu era pequeno nos anos 80 já tinha piadinha falando que o príncipe Adam era viado e que o Gorpo era um tarado! kkkk He-man nunca enganou ninguém. Mas a noia do Skeletor não era com o He-man…. A fissura dele era dominar Greyscol… Ele é o vilão mais sádico de todos e era tarado na feiticeira… Uauauau…. Skeletor era o cara! A maligna tinha cara de puta ruim…. aquelas bem bravas.. kkkk! E a feiticeira era o sonho da mulekada!!!!

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Harjemíru

Porque Batman e Robin não é o casal número um da lista?

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Alexandre

Muito bem escrito e comparados os personagens que, na nossa ingênua infância, não representavam nenhuma “ameaça”, mas que hoje dá para ver como a TV dos anos 80 era colorida. Adorei saber da história da Pequena Sereia.

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alexandre

Eu aprendi a contar com vila sésamo, bom talvez na minha época uma criança não precisa se preocupar se era hétero, ou homo, ou homofóbico, só pensava em brincar e aprender. A inocência faz falta nos dias de hoje.

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Lucas

Gente, cade Shun de andrômeda??? Cavaleiros do zodíaco fez muitíssimo sucesso nessa época… Sempre fui o Yoga, mas no fundo queria ser Shun com aquela armadura rosa poderosa e controlar as correntes de ataque e defesa

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Tukantin

Nunca ouvi falar de He-Man ser um ícone gay. Agora Bob Esponja, Teletubbies, Ursinhos Carinhosos e aquele dos pôneis tiveram até polêmicas no exterior sobre a intencionalidade disso. Acontece que naquela época faziam desenhos que espelhassem o ideal masculino de força e o feminino de beleza. Não têm culpa os criadores se as pessoas vêem décadas depois e deslocam as coisas para o seu ângulo de interesse.

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Antonio Carlos

Tem também o He-Gay. Seu mote era “pelos poderes de gay que sou, eu queiiiiimo a rosca.”

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marcos

muito boa a seleção, mas é sempre bom ter o cuidado com a heteronormatividade, e a padronização da beleza, como citado no fred e hee man. bjks <3

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Junior

Se eu entendi direito e me desculpe a dificuldade de interpretação de texto, esses personagens citados são ícones gays, não porque havia uma mensagem subliminar ou que ficou subentendido que eram gays ou qualquer outra coisa. O menininho gay e menininha gay sentiam atração e suspiravam pelo He-man ou Sheera. Será que foi isso? Gays não eram os personagens e sim quem os assistia. Acho que foi isso. Hoje o uol tá bem gay, hoje teve uma matéria de um homem que gostava de ser penetrado e não era gay, e o outro que adorava uma sacanagem com outro homem mas também não era gay. Não estou entendendo mais nada

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Ronildo

Na minha opinião desenho animado é mais para o publico infantil masculino, ( com suas exceções. Ex: Barbie) já as meninas e os meninos afeminados gostam mais de séries teens.

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Jeane

Isso não é verdade Ronildo. Eu sempre adorei os desenhos animados que você considera para meninos e não sou gay. Minha filha de 6 anos adora também, principalmente os Power Rangers e Avatar. E conheço muitas meninas que gostam desses desenhos. São simplesmente crianças, a coisa dogênero está na cabeça dos adultos.

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carlos

Recomendo a você assistir aos desenhos especiais da DC tais como liga da justiça ponto de ignição e outros de quase 2 horas de duração, assim como os desenhos da série liga da justiça sem limites.
Não são feitos para crianças e nem para adolescentes, a qualidade, enredo e tema abordados não são para qualquer um entender.
Coloque no youtube liga da justiça mensagem subliminar sobre a nova ordem mundial e verá do que estou falando.

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Natália

LGB o quê?

Ah, LGBT.

T que nunca é lembrado.

T de transparente, né?

E sempre tudo que é LGBT é gay. Gays, como sempre, se esquecendo que LGBT não é GGGG e que pessoas trans não são super gays.

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Lucas

E os bissexuais que NUNCA são lembrados. Sem contar que sofremos bifobia de héteros, gays e trans! Um nojo para a comunidade que deveria se integrar.

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Matheus

O Espanta-Turabões é um desenho que tem um personagem que tenta abordar o preconceito da sociedade – e especialmente da família – com alguém que tenha orientação diferente do padrão social. Um dos tubarões tem um conflito com o pai e dificuldade em ser aceito pela sociedade porque não gosta de matar outros peixes (é vegetariano) e resolve se fantasiar de golfinho, como disfarce. Esse sim é um desenho que traz, de forma lúdica, a importância de respeitar a diversidade.

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Junior

A She-Ha tmb é 100% referência tanto para gays homens quanto mulheres. A loira sarada é adorada pelas sapatonas por aí, assim com o Arqueiro, com aquele coração no peito, ou o Corujito, todo arco-íris. Fora outras referências, como as sapatonas Feral e Sombria (essa, por sinal, sempre com os faróis acesos embaixo da tunica), hahaha…

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Guilherme Costa Straube

Olá. O ratinho Topo Gigio, que fez imenso sucesso no começo dos anos 70, foi tirado do ar exatamente por ter sido considerado gay. Dá pra imaginar tamanha bizarrice?

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cristiane

Texto de péssimo gosto, preconceituoso. O autor diz:”…viver fora da heterenormalidade” é uma opção. Primeiro, que o uso de “normalidade” já é indevido, pois refere que a normalidade é ser hetero, logo não ser hetero seria anormal.
Depois porque fala em opção, e esse conceito é equivocado e superado.
Sem contar que o autor usa expressões tais como : “gayzinho”, “mente viada”, de forma pejorativa. Lamentável que a UOL ainda mantenha um autor desatualizado e equivocado.

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Marcio Caparica

Quanto a “heteronormalidade” você tem razão, deveria ter escrito “heteronormatividade” (distração). Peço desculpas e vou corrigir isso já. O uso dos termos gayzinhos e mente viada não são usados de maneira pejorativa, mas sim de maneira carinhosa. <3 obrigado pelo toque!

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capaz

menina deixa o escritor em paz para com essa de preconceito escreveu foi bacana e pronto

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Cassio

Atentemo-nos para a grafia do termo “veado”. O correto é com “e”. Na dúvida, consulte um dicionário. Com “i” significa outra coisa, uma espécie de malha. Com “e”, por derivação de sentido se entende o homossexual do sexo masculino.

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Navegador

Acho que há um engano… o termo “viado” vem de “transviado”… tudo com “i” mesmo.

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Adriano

Sempre alguém com uma maniazinha de perseguição, sou gay e acho demais essa linguagem.

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José Carlos

Obedeça as ordens da Cristiana Sr. Márcio , você pode perder o seu emprego viu ! Faça tudo do jeitinho que el@s querem , se esqueceu que estamos vivendo uma ditadura GAY ?

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Nunes

Deixa de ser FRUSTRADA…….o texto todo é uma brincadeira muito bem sacada e divertida. Esses gays e sapas se passam de modernos mas na verdade são os mais retrógrados e reacionarios..náo se pode brincar com termos gays que eh homofóbico. Se liga, na verdade vocè náo teve infância e não assistiu nenhum desenho gay ou hetero….. Parabéns ao autor, ri muito, o exto é muito inteligente, até tirando onda dos proprios gays, muito bom !!!!!

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Rogers Carvalho

concordo com vc, texto preconceituoso, dizer que é uma maneira carinhosa é tentar justificar seu preconceito… bola fora meu caro!

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Paulo

Nao tenho lembranças de ter lido antes algo tão bizarro.

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Também achei bizzaro

Muito perverso quem escreveu isso aí….kkkk

Sou fan do He-man até hoje, mas eu nunca olhei com desejo sexual para nehum personagem, apesar de gostar de ver a tila e a feiticeira. O que me interessava mesmo era a lição que o He-man passava para mim, todos os dias.

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Tukantin

Sim, a lição do final era uma grande sacada, difícil acreditar que He-Man foi baseado em Conan, mas no fundo faz todo o sentido.

Também a música, o texto e a dublagem me impressionavam muito.

Fora o traço realista com as personagens gostosas e os heróis fortes que todo menino queria ser… bom, nem todo, como vemos na matéria kkk

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Maya

Sinceramente achei tudo forçado e super inventado para chamar atenção. E chamou, portanto o post foi bem sucedido.
Tirando o Teletubby roxo, nunca ouvi sequer uma insinuação sobre os demais personagens. Na verdade o maior ícone gay dos desenhos animados nem foi citado: o Smurf Vaidoso.
Todos os demais não têm nada a ver…forçou.

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James Cimino

Pica-pau também adorava se vestir de mulher, hahaha

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MARCO PEREIRA

resumindo, todo mundo para o autor do texto é gay e sobrou até para os desenhos.
Fala sério!!!

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Matheus

Aparentemente, existe uma certa dificuldade em interpretação de texto aqui. O autor da matéria diz, clara e textualmente, que é uma identificação do universo LGBT com os desenhos, mesmo contra a vontade dos seus criadores. Em momento algum ele disse que os desenhos foram criados para o mundo gay ou que os personagens eram gays. Ou é preguiça de ler, ou dificuldade em entender.

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Demetrius

Concordo. A interpretação do autor se faz com o simbólico, sem subjugar os autores nem tampouco os próprios ícones.

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clayton

e o flap jack, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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luis

Acho que o esqueleto é o que combina mais com o publico.

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Mauricio Almeida

Quanta besteira! Estes desenho nada tem a ver com o público GLS, só vê isso quem quer causar polemica, deixem os desenhos infantis quietos. Todos tem que ser respeitados, esse é um ponto, agora ficar forçando as coisas não é nada legal.

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Max

Acho que vc não entendeu, ele citou personagens que as crianças naquela época se identificavam e hj consideram como icones gays por terem uma representatividade, se vc é um babaca que acha que as pessoas não devam ter direito nem ao menos a se identificar com o que bem entenderem certo, mas eu como gay quando criança me via representado por Ele das meninas super poderosas assim como muitos outros, não gosta da matéria então que nem tivesse entrado nela, assim como muitos gays estão pouco ligando pro tipo babaca de personagem que vc se identificava pra bosteja seu preconceito velado.

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Osvaldo Coelho

Agora tudo é preconceito. As pessoas nem podem dizer suas opnioes que ja são taxadas de preconceituosas.
Agora achar que tudo e todos são gays nao da. Puro modismo que tera um preço bem caro no futuro.
A propaganda que existe hoje sobre homosexulismo me lembra muito a dos cigarros, que antigamente era super pop agora basta ver o prejuizo que causou e os bilhoes para tentar corrigir o problema.
Liberdade de escolha é um direito e liberdade de opinião tambem.

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Lucas

Cigarro mata, ser gay não. Ser gay não é moda, nem algo que se aprende por ver determinada propaganda na TV.
O direito vai até onde o dever de respeitar os próximo começa… Bj querido

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Bravo

Até que enfim um comentário sensato! Tá irritando esse modismo, esse falso moralismo…

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Sergio

Faltoi incluir na lista o Rin-tin-tin, o vigilante rodoviário e o Nacional Kid.

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Maxo Alpha

Calma! O autor também é gay. Ele conseguiu o que queria. Despertar a opinião dos leitores, que são de gêneros variados.

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susconcientizando

Cara, nunca vi tanta vontade de transformar a humanidade em GLBT… gay é quem escreveu essa matéria desgra.çada… Falar de HE-MAN!…..ISSO É IMPOSIÇÃO GAY.

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Lasca

Problema nenhum com opção ou orientação mas o senhor está forçando uma barra desnecessária.
Realmente cansa ler que tudo tem ou precisa ser gay.
Não via em nenhum desenho qualquer menção de hetero ou homossexualidade.
Desculpe a franqueza e novamente , com todo respeito.

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blergh

Cara, qual parte de que para as crianças GAYS dessas épocas NÃO existiam nenhuma referência gay que não fosse negativa.
Ele tá simplesmente falando de alguma identificação livre com os personagens.
SÓ ISSO.
Ninguém tá entrando no mérito se eles são ou não.

James Cimino

BBC? Big Black Cock? Ou British Broadcast Company?

Willian

Putz… concordo com a lista, apesar de estar faltando Cavalo de Fogo, Ursinhos Carinhosos…
Oque mais gostei foi ter ATÉ QUE ENFIM descoberto qual era o desenho que eu qdo era beeeem pequenininho me acabava, era este “Jem e as Hologramas”!!! Mew, eu amava demais! A personagem principal apertava o brinco de estrela dela e era tipo um super poder… nossa… eu me imaginava com aquele brinco!!! Também não lembro de muita coisa… eu devia ter uns 5 a 6 anos de idade… mas vlw por recordar!!!

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Dan Kortega

Adoro até hj e morro de rir com as vozes e o jeitinho selton melo do ênio. Amo de paixão os videos em preto e branco da velha Vila Sésamo. Doces anos 70 e dulcíssima inocência de infância.

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Douglas

Maravilhosa a matéria! Senti falta apenas de um personagem, que tem tanta, ou mais importância até que a Ranger Rosa: Shun, de Os Cavaleiros do Zodíaco. Sua armadura era rosa, homenageando uma mulher. Ele era delicado, jovem e não gostava de lutas. Ele ainda protagonizou aquela cena do descongelamento do Hyoga, de Cisne. De certo modo, muitos gays se viam refletidos nele, dentro de tantos outros com uma posição mais heteronormativa.

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Caio

Exatamente, Douglas. Lembrei do Shun quando vi o título da matéria e também do Dabura do Dragon Ball Z, que se tornou totalmente flamboyant no final.

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Juliana

Realmente, eu rolei a matéria inteira esperando pelo Shun * – * … Ao seu final me desapontei um pouco * – *, mas eh uma boa compilação!

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Reinaldo

Não vejo o Shun como um ícone. Vale lembrar que os personagens masculinos com altas doses de sensibilidade são recorrentes nas animações japonesas. Somente como curiosidade (levando em conta que 90% das pessoas conhecem apenas o anime), essa cena entre Shun e Hyoga acontece apenas no anime. No mangá o desenrolar é diferente. Acho que um ícone gay contemporâneo de Shun seria Leiga, do anime Shurato. Sensível, inteligente e engraçado, sem esquecer a sombra nos olhos e o cabelo roxo. Sem contar que era de longe um dos personagens mais bens construídos (e poderoso) da história.

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Leo

Sou hétero e lembro bem a ofensa que era (já superei essa infância homofóbica, ainda bem) ser associado ao Shun, apesar de eu gostar do personagem (que dizem ser o mais poderoso dos cavaleiros). Enfim, abri a reportagem já pensando em Shun e Hyoga deitados, me decepcionei um pouco.

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