8 coisas delicinha que não transmitem HIV

Hoje é Dia Internacional da Luta contra a Aids. Muita coisa já mudou na vida de soropositivos, mas uma coisa ainda persiste: a desinformação. Confira as atividades que todos podem fazer para serem felizes, sem medo de contrair o vírus HIV

por Marcio Caparica

Hoje é Dia Internacional da Luta contra a Aids. Felizmente, em 2015 a situação não é mais alarmante como já foi nos anos 1980 – graças aos tratamentos, soropositivos hoje em dia têm a mesma expectativa de vida que pessoas que não foram infectadas pelo vírus HIV. Estatísticas do Reino Unido revelam que apenas 0,3% dos soropositivos do país desenvolvem Aids atualmente – e, mesmo assim, depois que recebem tratamento, rapidamente retornam a um bom estado de saúde. O dia 1 de dezembro também tem uma outra importância: lembrar que mais de 35 milhões de pessoas já morreram de Aids nos últimos 30 anos. Estima-se que ainda existam 34 milhões de pessoas portadoras do vírus HIV no mundo.

Nossa ideia hoje, no entanto, é lembrar que ser soropositivo não é mais uma condenação a uma vida breve e trágica. Portadores do HIV podem ter uma vida tão cheia de alegrias e prazeres quanto qualquer outra pessoa. Então, hoje, vamos falar de como não se pega o vírus.

Compartilhar talheres, lençóis, roupas, até roupas íntimas: NÃO TRANSMITE HIV

Oferecer o sorvete sempre é uma forma de sedução gostosa. A chance de você pegar HIV da colherada ou garfada alheia? ZERO. Dormir junto (literalmente)? Delícia, pode fazer conchinha que vai continuar com o mesmo status de antes. E se quiser experimentar a cueca ou calcinha da parceira/parceiro, vai em frente, é sexy e completamente seguro.

Beijo na boca: NÃO TRANSMITE HIV

Pode beijar à vontade. A saliva não contém o vírus HIV. Fique com três, cinco, dez, cinquenta na mesma noite, sem o menor peso na consciência.

Amassos e dedadas: NÃO TRANSMITEM HIV

Antes de se chegar “às vias de fato” tem muuuuita coisa que dá pra fazer. Apertar o corpo todo, lamber todos os recantos de quem estiver com você… Imaginação é pra isso. Quem gosta de enfiar dedos (ou ser enfiado) também pode ir em frente. Coloque todos os dedilhados das aulas de instrumentos para usos sensualizantes e agradeça aos sofridos professores que se esforçaram tanto em sua educação.

Masturbação, porra em cima de pau/cu/vagina: NÃO TRANSMITEM HIV

Existe uma ideia de que sexo de verdade é aquele que inclui penetração. Não confere. A relação sexual pode ser fora de série e nunca chegar à meteção – só masturbar o parceiro ou parceira, ou se masturbar para ele ou ela verem, pode ser um tesão. Às vezes o braço pode ficar cansado, mas pense nisso como um estímulo para fazer mais exercício. “Ah, estava na pegação e o boy que estava comigo gozou em cima do meu pau, na hora continuei batendo punheta em cima da porra dele, agora estou superpreocupado, será que contraí o vírus?” Não contraiu. A pele é uma barreira muito potente contra o HIV, e, de qualquer maneira, o vírus não sobrevive mais que alguns poucos segundos ao ar livre. O vírus só tem possibilidade de entrar no organismo durante sexo penetrativo sem preservativo (ativo ou passivo, vaginal ou anal). O Center for Disease Control dos Estados Unidos publicou em julho de 2014 a seguinte tabela sobre os riscos de transmissão de HIV:

Tipo de Exposição Risco por 10.000 exposições
Sexual
Sexo anal receptivo 138
Sexo anal insertivo 11
Sexo pênis-vaginal receptivo 8
Sexo pênis-vaginal insertivo 4
Sexo oral receptivo baixo
Sexo oral insertivo baixo
Outros
Morder desprezível
Cuspir desprezível
Arremessar fluidos corporais (incluindo sêmen ou saliva) desprezível
Compartilhar brinquedos sexuais desprezível

Sexo com um soropositivo de carga viral indetectável: NÃO TRANSMITE HIV

Um soropositivo que esteja tomando seus remédios antirretrovirais direitinho em poucos meses chega à carga viral indetectável. Isso significa que a quantidade de cópias do vírus HIV por mililitro de sangue está tão baixa que não aparece mais nos exames de rotina. Isso quer dizer que ele está curado? NÃO. Ainda existem pouquíssimas cópias do vírus escondidas em recantos de seu organismo, esperando um ambiente “menos hostil” para voltarem a se proliferar. Se o soropositivo parar de tomar a medicação como deveria, é exatamente isso que vai acontecer, e o vírus pode desenvolver mutações que vão torná-lo resistente à medicação que o paciente vinha tomando, tornando sua vida muito mais complicada.

Mas o que interessa nesse caso é que já está mais que comprovado que um soropositivo que está com carga viral indetectável não transmite o vírus HIV para seus parceiros. Essa é a razão por que hoje em dia a recomendação é que todos os soropositivos iniciem o tratamento com antirretrovirais assim que receberem seu diagnóstico: o tratamento acaba se tornando uma forma de prevenção. Portanto, quando for transar com alguém novo e um perguntar para o outro qual é seu status sorológico (e, por favor, não venham com essa história de “quebrar o clima”. Perguntar não ofende nem arranca pedaço), se um dos dois disser que é indetectável (ou os dois!), pode ficar despreocupado, que o risco de contrair HIV não existe.

Sexo com alguém que está fazendo PrEP: NÃO TRANSMITE HIV

A profilaxia pré-exposição (PrEP) é um tratamento feito por pessoas que não contraíram o vírus HIV. Esse paciente passa a tomar diariamente um comprimido de Truvada – a combinação de dois remédios antirretrovirais – para que, caso entre em contato com o HIV, o vírus não consiga se estabelecer em seu organismo. Com a ajuda desses remédios, a pessoa pode fazer sexo sem preservativo e não corre risco de ser infectada. Esse tratamento já se mostrou altamente eficaz, e foi recomendado pela Organização Mundial da Saúde para todos os homens que fazem sexo com homens num primeiro momento, e posteriormente para todos os seres humanos que tenham comportamento sexual de risco. A PrEP possibilita que casais sorodiscordantes possam ter vida sexual que não recorre a preservativos, por exemplo. O tratamento ainda está em fase de avaliação pelo Ministério da Saúde aqui no Brasil, mas já é amplamente adotado nos Estados Unidos.

Gerar um filho: NÃO TRANSMITE HIV

Chama-se de transmissão vertical do vírus HIV quando um bebê contrai o vírus da mãe. Isso já aconteceu sim, mas não pelas razões que a maioria das pessoas pensa. Em primeiro lugar, nem o óvulo nem o espermatozóide carregam o vírus HIV; portanto o zigoto gerado num ato sexual sem preservativo (óbvio) não vai formar-se com vírus HIV logo assim de cara. Além disso, durante a gestação o sangue do bebê nunca se mistura com o sangue da mãe, então também não é durante a gravidez que ocorre a contaminação. O que acontece é que, durante o parto, o sangue do bebê e o da mãe podem entrar em contato, e daí sim o vírus é transmitido de mãe para filho. Hoje em dia, no entanto, há vários protocolos estabelecidos para evitar essa ocorrência. A amamentação também pode transmitir o vírus HIV para o bebê. Com o devido acompanhamento médico, pais soropositivos podem constituir famílias e ter filhos normalmente.

Sexo entre duas pessoas soronegativas: NÃO TRANSMITE HIV

Isso pode parecer a coisa mais óbvia do mundo. Mas existe uma razão para que esse tópico esteja aqui: FAÇA O TESTE DE HIV REGULARMENTE. Quando você tem certeza de que não contraiu o vírus porque recebeu um resultado negativo no seu último exame duas semanas atrás (e não entrou em comportamento de risco desde a coleta), ganha a possibilidade de ter uma conversa sincera com o parceiro ou parceira sobre o comportamento sexual de ambos. Se os dois estiverem igualmente testados e houver segurança quanto às transas de cada um, o casal (ou trio, ou grupo…) pode fazer sexo sem preservativo e sem medo de contrair HIV. Sim, há a possibilidade de outras DSTs – mas, atualmente, quem faz exame de HIV costuma ganhar de brinde um exame de sífilis e, às vezes, até de outras doenças. Deixe de ser tonto e faça um teste de HIV o quanto antes. Não saber que tem o vírus não vai fazer ele desaparecer do seu corpo. Ser tratado pode fazer com que ele se torne indetectável – e daí, como consta acima, é só alegria.

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98 comentários

Júlio

Ficar esfregando o pênis com o pênis de outro cara pode pegar hiv? Tipo ficar masturbando os dois juntos, tem risco?

Responder
Rafa

Tenho carga indetectável há mais de 1 ano. Tomo a medicação diariamente sem falhar um dia sequer. Porém, por conta do feriado de 7 de Setembro (quinta) a Vigilância Epidemiológica não abriu no dia seguinte (08/07 sexta) e meu último comprimido tomei a meia noite de sexta para o sábado. Ou seja, ficarei sem a medicação por dois dias até segunda-feira. Corro o risco de sofrer uma resistência do vírus ao voltar com a medicação na segunda? Ou minha carga voltar a detectável?

Responder
Lucas

Olá, um amigo meu saiu com outro cara que ele não conhecia, ele foi ativo na relação o cara chupou ele e depois fizeram sexo anal, mais ele me disse que gozou em menos de 40 segundos kkkk, ele pode ter contraído o HIV mesmo com esse tempo?

Responder
Júnior

Olá Marcio!
Saí com uma garota recentemente, e quando fui deixar ela em casa, ficamos dentro do carro. Tiramos nossas roupas, e ela ficou em cima das minhas pernas, fique grosando meu pênis na parte externa de sua vagina, porém como eu não tinha camisinha, resolvi não fazer a penetração. Gostaria de saber de você se tem alguma probabilidade de eu ter contraído HIV?

Responder
Jonas

Mas em outra matéria disseram que baba não transmite, que não tem problema em cair de boca e tal. Mudou depois?

Responder
Marcio Caparica

Nunca dissemos que baba de pau não transmite. Baba de pau tem pouca chance de transmitir no sexo anal ou vaginal, mas pode transmitir. O risco de se transmitir via sexo oral é muito, muito baixa, quando se ejacula na boca. Se unir-se o risco baixo da baba do pau com o risco baixo do sexo oral, a probabilidade de se transmitir via oral sem ejaculação, apenas com a baba, é bem pequenininha – nunca totalmente zero, mas não é o caso de se perder o sono.

Responder
Flavio

Por que você não me ajuda com minhas ? Eu escrevi antes e ninguém me respondeu. Por favor!
Eu transei com um travesti ,mas usei camisinha. Entretanto, um amigo disse que transar com travesti e ter medo de pegar HIV é o mesmo que saltar na piscina de guarda chuva. Fiquei preocupado… Então NÃO adianta USAR camisinha com travesti ?

Por favor, me esclareça, porque estou até com depressão por causa desta afirmação do meu colega.

Desde já agradeço

Flávio

Responder
Carlos

Olá, estou meio apavorado com uma situação que passei recentemente. Saí com uma garota de programa, ela fez oral em mim, e também fizemos vaginal e anal, tudo com camisinha o tempo todo. Em um determinado momento da transa, em que estávamos trocando carícias, ela enfiou os dedos dela em sua vagina e os chupou sensualmente. Em seguida, ela me deu um selinho.

Ou seja, de forma indireta, eu tive acesso à secreção vaginal dela (da vagina para os dedos, dos dedos para sua boca, e da sua boca para a minha boca no selinho).

Caso a garota de programa seja soropositiva, eu corro riscos de ter contraído o HIV nessa situação descrita?

Responder
Lyonel

Olá , sou soropositivo ja faz 3 meses que estou me tratando do vírus HIV fiz sexo anal com um rapaz ontem ou seja ele me comeu , foi coisa de 10Minutos não usamos camisinha e ele não sabe que eu tenho HIV será que eu transmiti pra ele foi uma c

Responder
Marcio Caparica

Você pode ter transmitido para ele sim, em 3 meses talvez sua carga viral ainda não seja indetectável. Fale com ele e diga para ele ir correndo a um posto de saúde pedir o coquetel de antirretrovirais (PEP) para evitar que ele seja infectado.

Responder
Ronaldo Oliveira

Um homem soropositivo de carga viral indefectavel pode ter filhos sem problemas? Ou seja a parceira pode ser contaminada? E a criança gerada?

Responder
Marcio Caparica

Se o homem está com a carga viral indetectável e está tomando seus remédios corretamente, ele pode ter filhos sem problema. Sua parceira não vai pegar HIV durante o sexo sem preservativo, pois quem tem a carga viral indetectável não transmite o vírus. O bebê gerado nunca tem HIV (o vírus não fica no espermatozoide nem no óvulo); o risco, caso A MÃE seja soropositiva, é que o vírus seja transmitido durante o parto ou com a amamentação, mas com o devido cuidado médico isso pode ser facilmente evitado.

Responder
LuizPiedro

Ola. Eu li que se a carga viral de um soro positivo for indetectável é possível que eu que( nao sou soro positivo) seja infectado no ato de uma relação. Colocando como exemplo eu e meu namorado… Se transarmos e ele gozar fora as chances são poucas , o mesmo serve se caso ele gozar dentro?

Responder
Marceli

Sendo os dois soro positivo cm a carga viral indetectavel tem risco de passar um para o outro sem usar camisinha ?

Responder
Fábio silva

Transei com uma garota de programa e fizemos sexo anal , acabei não usando preservativo, mas o estranho q meu pau não ficou mto ereto , mas acabei gozando dentro de seu anus, estou com a consciência pesada e com muito medo , isso tem 3 dias e sou casado, não paro de pensar nisso até broxei hoje em casa , ela ( a gorota de programa ) até pediu pra mim relaxar q ela tava limpa, corro risco?

Responder
David

Desde que me descobri ser portador do vírus eu venho me isolando de relações. Porém, isso tem me destruído porque me sinto muito só. Tenho muitas dúvidas, se puder me ajudar sanando: eu sendo passivo, ao ejacular em cima da barriga do meu ativo ou até mesmo em cima do pênis dele, eu transmito o vírus? Se eu receber sexo oral e não ejacular (talvez solte a famosa baba), mesmo eu sendo indetectável, eu passo o vírus pra ele? O meu médico diz que tudo transmite, que tenho que usar camisinha pra tudo. Me sinto um animal peçonhento.

Responder
Marcio Caparica

Seu médico é um idiota. Gozar na barriga não transmite HIV. Ejacular na boca pode transmitir, mas a probabilidade é muito baixa. Pessoas com carga viral indetectável não transmitem HIV. Como escrito acima.

Responder
Gposithivo

Olá! Ainda sobre o sexo oral, refaço a pergunta feita já por muitos. Ou seja, qual o risco de se adquirir o HIV através de sexo oral? As pesquisas mostram como risco baixo. Minha infectologista não diz o “baixo” risco, talvez por uma postura profissional ou de não querer (talvez) ser responsabilizada por qualquer ato meu em relação a isso. Ela apenas diz que existe risco de transmissão durante o sexo oral e que o sêmen é um dos “locais” onde mais tem concentração do vírus, além do sangue, claro. Vou “dividir” esta pergunta: qual o risco de eu infectar alguém caso eu receba o sexo oral (alguém chupar meu pênis ou ânus – e se o risco muda caso seja o pênis ou o ânus o “órgão” chupado)? Qual o risco de eu infectar alguém caso eu faça o sexo oral (eu chupar o pênis ou ânus de alguém – e se o risco muda caso eu chupe o pênis ou o ânus)? Um risco é maior/menor que o outro? E para terminar minhas dúvidas, sei que a saliva não transmite o vírus, mas caso eu tenha gengivite, por exemplo (pelo não uso do fio-dental), o risco de transmissão aumenta (tanto para o sexo oral quanto para o beijo)?

Responder
Fernando

Olá Marcio,

Dei uma lida em alguns artigos de como o vírus sobrevive no ambiente externo, podemos dizer que para isso são vário fatores como temperatura, PH, quantidade de líquido/sêmen e sangue etc. Sei também que o vírus consegue sobreviver alguns minutos diante de uma qualidade ideal propicia a ele. Neste dois itens:

– Amassos e dedadas: NÃO TRANSMITEM HIV,
– Masturbação, porra em cima de pau/cu/vagina: NÃO TRANSMITEM HIV

Realmente a infecção é desprezível? Por favor sou um leitor que busca informação, não entenda minha pergunta como um desafio, a internet hoje é cheio de notícias antigas que deixa qualquer um louco, por isso gosto de informações de preferência cientificas, você tem esse tipo de estudo que comprove as duas afirmações acima? Se sim, por gentileza compartilhe. Vi também quem o seu post tem o aval do Ricardo Vasconcelos, mas existe algum estudo sobre isso além do estudo sobre o tempo que sobrevive o vírus no ambiente externo?

Obrigado pela genialidade do Blog.

Responder
Rodrigo Souza de Paula

Sempre transei com mulheres e/ou travestis porem no dia 25/04/16 descobri que ao realizar sexo anal passivo com um travesti o mesmo retirou a camisinha e só disse depois que havia ejaculado (embora não tenha sentido nada fiquei na duvida pois mesmo sendo passivo sempre usei camisinha), mas as vezes cismo que ele só queria mesmo terminar o programa e ir embora…
Continuando no dia fiquei muito preocupado e resolvi pesquisar na internet, onde descobri a PEP, dia 26 fui ao local onde realizavam esse atendimento na minha cidade “consultei” com uma enfermeira realizou o teste de HIV em mim que deu negativo, porem disse que o teste só detectava caso tivesse sido exposto a mais de 15 dias ao vírus e me encaminhou para o médico porem só poderia ser atendido no dia seguinte.
No dia seguinte o médico não retirou todas minhas duvidas, ao saber que eu tinha transado com um travesti num tom meio homofóbico ou talvez por conviver com casos semelhantes a esse ache tudo meio banal apenas disse para transar apenas com camisinha (nem perguntou se era casado ou tinha parceira/o fixo) como sou casado fiquei com medo, inventei uma desculpa para minha esposa disse que iria fazer exame pois tinha surgido uma pinta estranha no meu pênis (essa pinta é de nascença sempre a tive desde criança, mas precisava de uma desculpa e a usei para transarmos apenas de camisinha) com isso sempre digo que não tive tempo ainda de ir ao médico ver o que esta acontecendo.
De todo o caso amanhã dia 12 vou fazer outros exames para ver se nessa relação possa ter pegou alguma outra DST.
Sabe de algum lugar onde posso buscar mais conhecimento sobre o tema etc…
Queria saber quais os riscos de ter pego HIV, de interromper o tratamento pois a PEP causa algumas reações como sonolência, olhos amarelos e fundos como se fosse anemia, impotência sexual (não sei se isso é a PEP ou peso na consciência por estar escondendo algo da minha esposa), se posso transmitir HIV para minha esposa (comecei o tratamento com a PEP +/- 40hs depois da possível exposição)
E gostaria de também agradecer por manter o site no ar ajudando a diversas pessoas portadoras ou não do HIV ao maior de todos os males que envolve o vírus a falta de informação.

Responder
anderson couto

Rodrigo, eu comecei o prep depois que descobri que meu ex namorado (na epoca ficante) era positivo, sempre haviamos transado de camisinha mas as vezes rolava de eu meter “so na portiha” sem protecao. com medo comecei o prep em combinacao com um outro remedio, meu medico me disse que isso tem que ser feito ate 72hrs apos a suposta exposicao ao virus. Continue fazendo exames rotineiros a cada 3 meses se vc continuar com relacoes extra matrimoniais. Eu tb era casado e entendo mas na boa, se vc esta sendo passivo para travesties ou outros homens, aconselho ter uma conversa honesta consigo mesmo e assumir esse sentimento para nao magoar sua mulher caso ela venha descobrir ou de pior, contamina-la por um descuido como o mencionado acima. Se sua consciencia doi agora, imagina saber que foi responsavel pela contaminacao de alguem…pensa nisso. Me separei da minha esposa por me reconhecer como gay e hj em dia somos melhores amigos. Meus amigos e familia nao tiveram o menor problema com minha decisao e foram super encorajadores. Esse seu desejo por homens nao vai sumir. Digo por experiencia. Boa sorte!

Responder
Fernando

Eu sou soropositivo e estou em tratamento. Qual a chance de eu ter problemas se eu fizer sexo oral (chupar) uma pessoa desconhecida sem usar camisinha?

Responder
Henrique

Bom dia Marcio por favor me tira a dúvida sobre o sexo oral feito no ano e o risco de hiv ? E receber sexo oral sem camisinha tem a chance de passar gonorréia pra quem ta recebendo ? Já existe casos no Brasil da super gonorréia como na Europa ? Grato.

Responder
Caio

Boa noite,

Sou soropositivo e estou em tratamento já há dois anos com carga indetectável e sem apresentar nenhum problema ou sintoma. Tenho uma parceira fixa e só transo com ela. O q poderia acontecer se eu transasse com alguém sem proteção e que fosse também soropositivo, mas que não estivesse em tratamento? Ou se eu pegasse outra DST? Obrigado

Responder
Marcio Caparica

Se você transar sem proteção com outra pessoa soropositiva que não esteja indetectável, você pode pegar o vírus dessa pessoa, que pode ser de uma linhagem diferente da sua. Ou seja, ele pode não responder da mesma maneira à medicação que você toma, e sua contagem pode subir. Se você pegar outra DST você vai ter que se tratar para essa DST.

Responder
Janielly

Se vc lavar a roupa de uma pessoa infectada pelo HIV junto com a roupa de outra pessoas que não tem o HIV transmite pela roupa.

Responder
Henrique

Bom dia Márcio , também fiquei uma dúvida sobre o cunilingue , qual o risco do cunilingue já que ele também não possui líquido pré ejaculatório e caso de fissura que costumam ser imperceptíveis e dificilmente demonstram sangue e fora que a prática é altamente prazerosa , claro isso considerando que a saúde bocal da pessoa que lambe esteja bem e o ânus também esteje limpo para isso , sem vestígio de fezes ou sangue ? Grato Márcio .

Responder
Rodrigo rj

Tenho muitas duvidas Marcio muitas mesmo e será que um dia eu possa voltar a me relacionar sem preservativo com um parceiro que queira estar comigo? e se sim como ? veja bem Não quero fazer mal a ninguém até mesmo porque digo sempre antes…. só quero saber por mim mesmo

Responder
Rodrigo rj

Bom dia !!! li todos os posts, bom por isso vou me colocar a disposição por que acabo de me descobrir soropositivo. Estudo Psicologia, porem não ajuda muito, mas Marcio concordo com vc e acho que devemos falar sobre sempre, hoje sozinho encaro isso, por falar a verdade sempre não me relaciono com ninguém é muito triste isso, mas por outro lado tenho minha consciência tranquila. Acho a exposição do Naldo boa, mas um pouco preconceituosa, o Doutor foi bem preciso e sucinto . Estou vivendo bem comecei a medicação tem 1 mês e sem muitas coisas esclarecidas estou a procura na net, maior fonte de informação que essa não existe, busco em todo tempo me manter bem, malho diariamente, estudo, vivo só não me relaciono pois, isso ainda é um tabu e todas as informações dever ser objetivas. Tudo é muito valido, muito obrigado

Responder
Henrique

Bom dia Márcio , gostaria também de tirar uma fazer sexo oral pode transmitir hiv principalmente se o parceiro tiver alguma dst , mas o risco de apenas receber sexo oral , já que nesse caso mesmo o parceiro tendo hiv não se tem contato com fluidos pré ejaculatórios dele , claro podendo contrair outras doenças , mas minha é especificamente sobre o risco da contaminação pelo hiv ao apenas receber oral sem camisinha ? Grato.

Responder
Henrique

Grato Marcio , e alguma novidade sobre a prep fora os estudos que abragem uma população muito pequena dos interessados ?

Responder
Julio

Olá Marcio! Posso estar sendo um pouco repetitivo, e um pouco paranoico… já vi dúvidas parecidas aqui… comigo foi assim… saí com um cara, a única coisa que aconteceu foi que ele fez sexo oral em mim enquanto eu dedava ele. Não vi vestígios de sangue no anus dele, acho que meu dedo não machucou ele… tudo isso durou no máximo 5 minutos… mas fiquei assustado quando vi que tinha uma pelesinha machucada, tipo um arranhão de 2 mm e da grossura de uma agulha no meu dedo, mais ou menos umas duas ou três horas antes poderia ter sangrado, mas não lembro se sangrou… me assustei, me tranquei no banheiro e lavei com muito sabão… e lógico que cortou o clima e fui pra casa… li por aqui que dedos NÃO TRANSMITEM hiv, mas tem possibilidade de CONTRAIR hiv por esse machucadinho? Já se passaram 3 semanas, não tenho sintomas, apenas uma leve sensação de garganta seca…

Responder
Sidney

Oi, Márcio, bom dia! O seu texto é muito esclarecedor, mas tenho uma dúvida: o filho de um amigo foi num termas, e a garota sentou no colo dele e ele passou a mão na bermuda jeans dela e também nas pernas dela. Será que ele ficou infectado? Muito obrigado por tudo! Abraços!

Responder
Sidney

Na verdade, ele ficou assustado porque ele passou a mão por cima da vagina dela pela bermuda e como ele não tem muitas informações sobre DST/AIDS, ele ficou assustado. Muito obrigado de coração pela resposta e pelo trabalho! Um grande abraço! Sidney

Responder
Sidney

Por favor, me desculpe, mas só quis tirar a dúvida para um filho de um amigo. Mais uma vez, agradeço imensamente pelo esclarecimento da dúvida.

Britney

Oi eu mordi a lingua no sabado e deu um machucadim bem pequeno, na terça feira eu bjei um menino e a ferida tava fechada e nao sangrava, masmesmo assim to muito mal com medo do que possa acontecer, há possibilidade de eu contrair hiv?

Responder
Roger

Olá boa noite

Parabéns pelo texto, vou postar minha dúvida.

Saí com uma garota de programa e minha relação foi fazer sexo oral nela e encostar o pênis na vaginal dela, fiz três exames um com 64 dias de laboratório e outros dois com 90 e 140 dias testes rápidos no CTA, a minha situação teve risco? Preciso fazer mais exames?

Obrigado pela atenção.

Responder
Thiago

Olá!

Gostaria muito de uma resposta sua. Usei os meus dedos sem proteção para masturbar uma mulher, penetrei com eles no anus e na vagina dela por algumas vezes. Percebi que um dos meus dedos tinha uma pele levantada, mas sem sangramento, apenas minimamente inflamado.

Existe algum risco nessa situação? Obrigado!

Responder
Roni

Tb estava com está dúvida, introduzi o dedo na vagina e depois percebi ele estava com uma pele levantada na parte de cima antes da unha, mas não sangrava tb. Vi tb que uma resposta do dr. Ricardo Tapajós dizendo que não há riscos, e agora aqui tb.

Responder
DIEGO

Não é qualquer contato de leve ferida que contrai o HIV. O único sangue que transmite é o de artérias e não os, digamos: superficiais. uma pele levantada não possui carga viral o suficiente para transmitir o HIV.

Responder
Aline

Oi, tive relação sexual com um amigo e foi desprotegida, conversamos sobre a possibilidade de dsts mas ele disse q n tinha chances, msm assim fiz o testo para hiv 1 mês depois e deu negativo, Mesmo dando negativo eu fiquei preocupada, serca de uns 3 meses depois eu fiquei com um cara q eu n conhecia,só teve beijo e ele chegou a tocar em minha vagina, só q depois de uns dias tive perda de apetite, emagreci uns 3 a 4kg, mas pode ter sido por tive uma crise aguda de gastrite, tive sintomas normais de resfriado durou uns 2 dias só, n tive febre, tive nauseas. Já faz uns 5 meses isso, mas to sismada, esses dias tive um corte muito pequeno mas sangrou muito, a ferida estancou rápido, mas teve muito sangramento, queria saber se essas preocupações procede, ou se é sisma msm. Desde já obg

Responder
Kronos

Boa noite Márcio
O meu caso é o seguinte !.
Eu estive com um cara nos pegamos nao tivemos oral nem nada, mas com a mão que ele se masturbava ele introduziu no meu anus antes disso percebi que no pênis dele tinha o líquido pré ejaculatório mas ele nem gozou .. Pergunta .. Corro risco de me contaminar com o vírus HIV ?.

Responder
Marcio Caparica

Não, dedadas não transmitem HIV, qualquer vírus que pudesse estar na baba do pau dele morreu nos segundos em que ficou exposto ao ar entre a mão dele sair do pau e chegar no seu ânus.

Responder
Diego

Oi, Marcio uma dúvida quanto a tabela de risco: o sexo oral receptivo/insertivo é considerado baixo, mas isso leva em consideração o contato com o sêmen/secreção ou somente o ato em sim? O que eu quero saber é: se houver ejaculação na boca ou não, o risco é o mesmo?
Obrigado.

Responder
Andre Vasconscelos

Oi , desculpe a possível redindancia de dúvida ignorante mas vamos lá :

Sai com uma garota de programa e transei com camisinha , ao final da transa ela tirou a camisinha e com os dedos espremeu minha glande para tirar o restinho da porra .

A mao dela possuia secreção vaginal pois segundos antes introduzia seus dedos na vagina ..

Como houve exposição de secreção vaginal na minha glande e prepúcio, será que posso ter contraído HIV ?

Obrigado !!!

Responder
bira

Na tabela: Riscos de transmissão faltou colocar a observação que consta na postagem original (http://www.cdc.gov/hiv/policies/law/risk.html) Que as estatísticas ali nao levam em consideração fatores q favorecem ou nao a contaminação. Ou seja, muitos dos pesquisados podem ter usado preservativo ao fazer sexo anal, diminuindo assim o numero de infectados por amostra, e nao como sugerem oss dados…sugiro a inclusao deste dado..abs

Responder
Naldo

Omitir a verdade é irresponsabilidade! E tratar o leitor como ingênuo também!
Consciência é fundamental! Cadê a cidadania?
Antonio Trigo entrevista o infectologista Ricardo Vasconcelos em Universo AA
“Não existe só um tipo de HIV no mundo. E sabemos que a quantidade de vírus resistentes aos remédios disponíveis não é pequena – cerca de 10% das pessoas recém infectadas pegaram um vírus que já não morre com qualquer antirretroviral, em São Paulo. A resistência viral pode ocorrer no vírus daqueles indivíduos positivos com má adesão ao medicamento, e se depois disso acontecer ele transar sem camisinha, pode transmitir um vírus já resistente. Então, você que tem HIV e está tudo ótimo no tratamento não pode sair por aí fazendo bareback. E não somente pelas outras DSTs, não. Mas imagine que cada vez que achar outro parceiro também com o HIV você terá 10% de chance de ele ser um parceiro com vírus resistente. E então você tem uma superinfeção, uma nova infecção em cima de infecção antiga. E terá que mudar todo o seu tratamento, tomar remédios mais fortes e complicar sua vida.”
“O risco se dá pelas muitas outras DSTs. Sífilis é a pior de todas, e ainda tem clamídia, gonorreia, hepatite C… Cabe ao que não tem HIV exigir a camisinha sempre. E cabe ao que tem lembrar que pode pegar outras doenças e por isso também exigir camisinha.”

Responder
Marcio Caparica

Em primeiro lugar, o mesmíssimo infectologista Ricardo Vasconcelos é um dos consultores a que recorremos frequentemente nesse blog. Ele leu esse post assim que ele foi publicado e deu sua bênção a esse conteúdo.

Em segundo lugar, a PrEP é tão eficaz porque ela faz uso de DOIS antirretrovirais usados em conjunto na formulação do Truvada. Segundo o próprio Ricardo Vasconcelos me explicou pessoalmente, a possibilidade de que um vírus mutado seja resistente a ambos os medicamentos antirretrovirais é desprezível. A questão do vírus resistente é muito mais danosa ao soropositivo que deixou de tomar a medicação adequadamente, permitindo que esse vírus mutado se desenvolvesse em seu organismo, que para soronegativos que fazem uso da PrEP.

Mais uma vez, não estamos estimulando o sexo irresponsável – queremos que as pessoas CONVERSEM sobre seu status sorológico, façam exames de HIV frequentemente e tomem decisões PENSADAS sobre o que estão fazendo em sua vida sexual e sobre os riscos que estão aceitando tomar CONSCIENTEMENTE.

Não estamos omitindo verdades nem tratando qualquer leitor como ingênuo.

Responder
Naldo

Entendo a tentativa da matéria porém no que se refere a sexo desprotegido é realmente questionável.Fico realmente muito triste quando vejo informações de sexo sem camisinha em defesa do Prep, quando os números de Aids e outros DST´s só aumentam inclusive entre os gays,parece uma tentativa de “heteronormatizar” o sexo desprotegido,é preciso dizer que sexo sem camisinha é um risco SIM porque existem outras DST´s como Hepatite por exemplo,A modernidade liquida trouxe para deixar mais confuso ainda o poliamor,os trisais,os relacionamentos abertos,os solteiros convictos. barebackers,promíscuos e “carimbadores” é uma questão de saúde pública; sem contar que ter aids traz problemas como a saúde debilitada, utilização de remédios,limitações e custos financeiros e emocionais. Até o papa já ponderou sobre a utilização de preservativo. Inclusive sugiro uma matéria “Os riscos do sexo sem preservativo que você precisa saber independente de Pep e Prep.”

Responder
Marcio Caparica

Não acho que o Papa esteja muito habilitado para avaliar a vida sexual de quem quer que seja. Sexo com PrEP é protegido quanto ao HIV; o risco quanto a outras DSTs, sim, deve ser considerado – mas essa neura quanto às “outras DSTs” só é martelada quando se trata de sexo entre homens gays. Pergunte para seus amigos heterossexuais quantas vezes eles usaram preservativo ou realmente se preocuparam com gonorreia nas últimas transas deles. Não incentivamos o sexo irresponsável. Mas afirmamos, sim, que, com consciência do que se está fazendo, com conversa, com confiança, é possível dois ou mais gays fazerem sexo sem preservativo, depois de avaliarem os riscos que estão correndo ou não. Quem não quer correr risco nenhum pode usar preservativo, acho ótimo. Quem está numa relação monogâmica pode fazer sexo sem preservativo. Quem foi testado e está transando com alguém que foi testado, e acredita que pode confiar no parceiro, pode fazer sexo sem preservativo e arcar com os (baixos) riscos dessa decisão. Queremos que as pessoas falem MAIS sobre sorologia, ao contrário do que acontece hoje, em que as pessoas não falam para “não quebrar o clima”, perdem a cabeça, transam sem camisinha “no calor da hora” e depois ficam torcendo para não acontecer nada negativo.

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Naldo

O papa pode até não ser muito habilitado mais certamente pensa sobre tentar ser razoável (mesmo com seus dogmas). A vida sexual dos héteros é irrelevante por motivos óbvios! A Minha única preocupação é a tentativa de maquiar uma verdade inteira em troca de uma meia verdade(Informar os outros riscos sérios e reais) mais já que Aids é tão anos 80 talvez as hepatites e a sífilis seja a cara desse milênio e viva a indústria farmacêutica! Ninguém pode negar a camisinha é mais barata e o risco de não funcionar é mínimo.

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Teixeira

Sou seropositivo indetectavel. Se fizer sexo com uma mulher seropositiva que ainda não iniciou o tratamento, poderei reinfectar-me?

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Teixeira

Sou seropositivo indetectavel, em TARV. A parceira é seropositiva, ainda não iniciou o tratamento antiretroviral, mas a estirpe viral é a mesma HIV1. Poderá infectar o parceiro? indetectavel?

Marcio Caparica

Como já respondi. Sim. A linhagem de vírus dela pode ser diferente da sua, e não responder da mesma maneira aos medicamentos que você toma. Daí você vai se infectar com um vírus diferente do seu e corre o risco de deixar de ser indetectável, e daí ter que altera a medicação que você vai ter que tomar para contar a linhagem que você pegou dela. Espere ela também estar com a contagem viral indetectável para que possam fazer sexo sem preservativo sem quaisquer preocupações.

Ricardo Vasconcelos

Naldo, a matéria fala sobre como não se pega HIV e não sobre é permitido transar sem camisinha.
A sua visão “camisinhocêntrica” foi a utilizada pelos órgãos responsáveis pelas campanhas de prevenção contra o HIV por 30 anos e o que se viu foi justamente que isso é apenas parcialmente eficaz.
A visão moderna e mais atual, utilizada pelo Programa Nacional de HIV e DSTs brasileiro e pela OMS, para a prevenção é a que utiliza o conceito de prevenção combinada, que utiliza de maneira associada todas as estratégias que se mostraram eficazes, dando ênfase e particularidade para cada grupo de vulneráveis, compreendendo e atendendo as suas demandas específicas.
Eu sei que parece difícil de entender, mas saiba que afirmar de maneira irredutível que sexo sem camisinha é sempre errado, no final das contas pode é aumentar o número de novos casos de HIV. Melhor do que isso, é encontrar para cada indivíduo as estratégias da prevenção combinada que se encaixam naquela vida e contexto.
Veja a luta contra as drogas no mundo. Está acontecendo exatamente a mesma coisa. Criminalizar de maneira irredutível toda e qualquer droga só fez com que o resultado fosse o oposto do esperado, em todos os países que já tentaram.

Se todos os habitantes do mundo conseguissem usar o preservativo em todas as relações sexuais, do começo ao fim, eu não trabalharia com HIV e prevenção. Aliás, nem existiria DST.
Tentar atingir essa meta é algo utópico, e o Ministério da Saúde já percebeu isso.
Vamos continuar distribuindo camisinhas para todos os que conseguem se proteger com ela de maneira consistente; vamos continuar utilizando as outras estratégias tradicionais de prevenção como estimular a testagem de toda a população e fazer o aconselhamento de redução de risco; mas vamos também incorporar as estratégias mais modernas e não menos eficazes, como tratamento de todos os portadores de HIV independente da sua situação imunológica (acredita que até hoje tem médico infectologista que acha que não tem que tratar todo mundo?), oferecimento pela rede pública de PEP com a sua devida divulgação e logística adequada, incorporação da PrEP pelo SUS para os grupos de alta vulnerabilidade, e por último, e mais importante, acabar com o preconceito/discriminação/estigma/ignorância/ideias equivocadas que circundam o assunto.

Ricardo Vasconcelos
Médico Infectologista do HC-FMUSP e do PrEP Brasil/SP

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Alexandre Silva

Muito legal o texto. Isso devia ser exposto em palestras, folhetos nas ruas, hospitais etc. O importante é se prevenir. Não é só HIV que se pega transando sem camisinha. Sífilis é uma DST perigosa que mata silenciosamente, além de outras que também se pode pegar.
Parabéns pela matéria!

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Ancelmo Soares de Faria

Muito legal o seu comentário Alexandre!!!! Muitos se preocupam somente com o ” terror” do HIV e se esquecem, ou talvez nem saibam, que existe a sífilis que é uma doença muito mais mortal e silenciosa. Parabéns pela sua colocação pois é o que eu vivo pregando!

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Marina

Oi pessoal, tudo bem? Achei bem legal a postagem de vocês. Porém, achei que ficou um pouco vago, ou não tão explícito, a importância do uso da camisinha. Eu entendo que o intuito do post é tornar mais humana a convivência com pessoas soropositivas, mas em alguns pontos pareceu que a camisinha é desnecessária, entende? Por mais que as pessoas sejam sinceras (e eu acredito do fundo do meu coração em sinceridade), as vezes a outra pessoa pode não ser tão sincera assim (como não contar que transou com outra pessoa). Ou pessoas com carga extremamente baixa podem ter algum problema não programado que leve ao aumento da carga viral antes que a pessoa se de conta… E ai nesse aspecto a camisinha é de extrema importância, mesmo entre namorad@s (ou pessoas que transem exclusivamente com outras).
Espero que a observação seja útil e tenha algo a acrescentar! 🙂 bjs

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Marcio Caparica

Oi Bia! Não coloquei as fontes em todas as afirmações, mas passei o texto por um médico infectologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, o Ricardo Vasconcelos, que é consultor do site faz um bom tempo. Ele deu total aprovação do que está escrito aqui. 🙂

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Paulo

Olá, gostei muito do texto, é bem esclarecedor, no entanto ainda tenho dúvidas, pois vejamos, nos meios televisivos e jornalísticos e também pela própria medicina se afirmam categoricamente que a secreção é possível sim pegar Aids, então eu fico confuso, não sei em quem acreditar.Dizem que sexo oral sem camisinha é batata pega doença, pega HIV, e pronto, já li que basta o simples contanto na vagina molhada e depois de passar a mão no pênis já pega HIV, eu sinceramente não sei em quem acreditar, fiquei com muitas dúvidas.

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Marcio Caparica

Sexo oral é uma forma de sexo que tem pouquíssima possibilidade de passar HIV. Muito pouca mesmo. Não é impossível, mas definitivamente não “é batata”. Passar a mão na vagina molhada e depois pegar no próprio pênis NÃO TRANSMITE HIV.

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Flávia

Márcio eu tive sífilis esse ano,mas o idiota do meu namorado tem e não vai fazer o tratamento é o pior fica me perturbando​ querendo sexo oral sem camisinha ,ontem ele insistiu tanto e eu fiz sexo oral nele sem camisinha ,estamos juntos 8 anos mas esse tal líquido que a maioria dos homens tem antes de ejacular ele não tem ,eu to com muito medo pq a ejaculação dele veio e eu percebi ainda bem q não tive contato ,minha pergunta sobre esse liquido e a pessoa que não tem isso
Mais difícil de contaminar a parceira?

Marcio Caparica

Ao invés de se preocupar com isso, você deveria largar desse namorado que não tem sequer a consideração de se tratar para proteger a parceira.

Dantas

Corrigindosei nome rsrs …. Márcio. Fiz sexo com uma garota de programa, com camisinha, depois da penetracao ela tirou minha camisinha e com as mãos ainda úmidas de fluídos do sexo pegou em meu penis , corro algum risco?