Por que tantos gays são tão misóginos?

Seja no desprezo por homens afeminados, seja no nojo pelo corpo de mulheres, seja pelo desprezo contra mulheres trans: gays muitas vezes reproduzem os comportamentos machistas opressores dos quais também são vítimas

por Marcio Caparica

Traduzido do artigo de Seán Faye para o site Broadly

“Alguns dos piores casos de misoginia que eu já enfrentei vieram de homens gays. Dá a sensação de que quase é mais nojento que a vinda de homens héteros. Tipo, a pessoa não está nem tentando expressar interesse sexual por mim, a pessoa está apenas impondo sua dominância sobre meu corpo só porque é homem – a pessoa está fazendo isso só porque pode.”

Victoria Sin é uma mulher queer que vive em Londres e é também uma drag queen mulher. Quando Sin apareceu recentemente num documentário sobre a arte drag, alguns gays acusaram-na raivosamente no Facebook de ter se “apropriado” da cultura gay e da arte drag. “Eu estou me apropriando do que? Isso não passa de misoginia e é tão idiota, de várias maneiras”, reclama ela.

O tópico da misoginia entre os gays é difícil de abordar. Experiência própria: os homens simplesmente recusam-se a acreditar que o fenômeno existe, ou a conversa é desviada rapidamente (“tá bom, mas e as mulheres homofóbicas?”).

Eu tenho um corpo masculino, sou bissexual, e também sou genderqueer. Mas eu já passei por misoginia vinda de homens gays e héteros por causa da minha feminilidade aparente. Durante uma festa composta em grande parte por homens gays que trabalhavam numa consultoria política, perguntaram para mim “O que você faz, querido? Algo divertido, tipo moda?”. Naquele momento eu estava usando salto alto, batom vermelho e um top cropped transparente. “Não”, respondi secamente. “Eu trabalho como advogado comercial no Centro, e também sou escritor freelancer.” A resposta: “Sério mesmo?”.

A misoginia pode variar do nível insidioso ao mais explicitamente vil e provocador – como o colunista Milo Yiannopoulos demonstrou recentemente em seu ensaio sobre o feminismo, no qual ele descreve mulheres como “aquelas amigas das bichas que não dá pra fuder e há tanto tempo vêm pegando carona na nossa trilha cheia de classe”. Em novembro a atriz e cantora Rose McGowan discutiu a misoginia vinda de gays da mídia pela qual passou, declarando “Os homens gays são tão misóginos quanto os homens héteros, quem sabe mais. Eu estou passando por uma inquisição da comunidade gay agora, estou muito chateada com eles.”

Na verdade, os conflitos a respeito da misoginia persistem desde que o movimento pelos direitos LGBT teve início. A Gay Liberation Front, grupo que organizou a primeira Parada do Orgulho LGBT de Londres, foi símbolo do movimento pela emancipação queer no Reino Unido. Ela surgiu em 1970, mas em 1973 já havia se despedaçado em várias linhas políticas – uma das quais era o gênero. Um editorial da edição número 2 de Gay Left, uma revista socialista publicada por homens gays em 1976, reflete sobre seus efeitos no movimento:

Quando ocorreu a cisão entre as mulheres e os homens no movimento… os homens gays tornaram-se mais isolados dentro de um novo gueto. Depois disso, muitos dos questionamentos sérios sobre os papéis de gênero desapareceram… O movimento gay masculino, ao invés de desafiar e confrontar o sexismo, tornou-se cada vez mais defensivo.

Em seu panfleto de 1995 Lesbophobia: Gay Men and Misoginy (“Lesbofobia: homens gays e misoginia”), a escritora Megan Radclyffe repara que muitas lésbicas saíram da GLF em 1971, citando a crença de Janet Dixon, um dos membros originais da organização, de que “no fim, mais uma vez, as mulheres estavam servindo aos homens, as mulheres estavam aumentando a conscientização… [e] estavam dando toda sua energia para os homens.”

Historicamente, o ativismo lésbico tem sido indistinguível do feminismo; afinal de contas, a liberação das mulheres queer exigia desmontar os papéis de gênero e as estruturas familiares que oprimem todas as mulheres. Para ex-membros da GLF como Dixon, tornou-se claro que alguns homens gays estavam em busca de uma forma de liberação que criava uma licença para suas preferências sexuais, sem com isso ameaçar sua posição social como homens num patriarcado.

A homossexualidade masculina tem histórias múltiplas – claro, ela foi em grande parte demonizada pela sociedade judaico-cristã ocidental como um desvio sexual do papel de gênero correto para os homens. Mesmo assim há também outras narrativas, moldadas da noção romântica e erotizada do elo entre os homens da Grécia Antiga, vista nos poemas de Homero como mais importante que as relações com as mulheres. Essa história paralela é visível na celebração da beleza masculina da arte renascentista, assim como nos escritos de Walter Pater, um crítico do século 19 que escrevia muito sobre a estética da beleza e “amizade” masculina.

“Não há dúvida de que isso existia”, concorda o Dr. Sam Solomon, um professor de inglês da Universidade de Sussex e co-diretor do Centro de Estudos da Dissidência Sexual, “apesar de que dependia muito da classe social: esse era um ideal de ligações e avanços sociais possíveis apenas para homens ricos e educados. Outros homens e mulheres estavam excluídos.”

Na verdade, a crença da superioridade inerente dos homens gays sobre as mulheres está presente desde o século 19. O dr. Solomon aponta para Edward Carpenter, um dos primeiros socialistas a defender a homossexualidade. Ele acreditava que homens que desejavam homens “não eram ‘afeminados’, mas sim continham as qualidades que faziam deles os melhores promotores do progresso social.” Carpenter argumentava que os uranianos homens (como ele se referia aos homossexuais) combinavam perfeitamente a franqueza masculina e a sensibilidade emocional feminina.

Eu já vi a herança social dessa ideia em meu trabalho como advogado, em que os ganhos entre os escalões mais baixos da profissão são divididos igualmente entre os gêneros. Nos mais altos, apenas 24% dos associados de empresas comerciais britânicas são mulheres. Por outro lado, escritórios como Freshfields e Simmons & Simmons estão entre os mais elogiados por organizações LGBT como Stonewall UK por serem gay-friendly e terem a maior quantidade de sócios ou assistentes jurídicos gays.

Em algumas esferas corporativas, os gays estão avançando mais e mais rápido que suas colegas mulheres. Não chega a surpreender que eles prefiram apresentar menos desafios ao status quo dos gêneros; eles podem até reforçar maneiras centradas no homem de se trabalhar, que não consideram barreiras constantes que afetam as mulheres, como licença-maternidade e creches.

Talvez o homem gay profissional moderno tenha a culpa de muitas vezes beneficiar-se do sexismo, mais do que diretamente cometê-lo. Mas o sexismo entre os homens gays pode acontecer de formas mais diretas. A reclamação mais comum das mulheres com que conversei envolve a visão muitas vezes inapropriada que os homens gays têm dos corpos das mulheres. Às vezes isso acontece sob o disfarce da apreciação – gays bêbados que pegam nos peitos das mulheres ou se esfregam nelas enquanto dançam em boates, e depois ficam irritados quando elas reclamam.

“Quando eu era mais nova, muitos gays passavam a mão em mim onde onão deviam e depois diziam ‘não conta porque eu sou gay!’. Conta sim, porque eu ainda sou uma pessoa que merece respeito”, diz Victoria sin. Eu lhe digo que muitas vezes eu ouço comentários atravessados como “Vaginas me dão nojo, não sei como alguém é capaz de fazer sexo com  uma”, e Sin concorda. “Se eu falo da minha menstruação, eu tenho amigos gays que dizem ‘ai, para, isso é nojento!’. Não, isso é meu corpo e não é nojento.” Isso, na minha opinião, também vem de uma maneira preguiçosa e impensada dos gays de reforçarem sua identidade sexual – mas reforçar que você gosta de pau não quer dizer que você tem que afetar um nojo por mulheres e seus corpos. É tão ofensivo quanto ridículo: afinal de contas, chega a ser insólito que pessoas que fazem tanto sexo anal achem que uma vagina é nojenta.

A “cena” gay, se é que isso existe, também demonstra sinais de problemas institucionais contra as mulheres. “Quando eu fui para a G-A-Y [uma boate de Londres], me disseram, por eu ser uma mulher feminina, que eu não ‘era sócia’ – seja lá o que isso for – enquanto meus amigos homens, todos vistos como gays, eram recebidos de braços abertos”, relatou a escritora berlinense Josie Thaddeus-Johns. “Isso foi antes de eu me identificar como bissexual, então também é meio triste pensar que mulheres que não estão preparadas para tais rótulos têm que lidar com a patrulha gay antes mesmo de entrar num espaço queer… Um grupo dominado e gerido por homens está, basicamente, me dizendo como eu, uma mulher, tenho que me apresentar para ‘ser incluída’.”

Quando permitem que mulheres entrem, muitas vezes elas são relegadas a um espaço totalmente separado. “Por que sempre colocam as lésbicas no porão”, questiona Sin. “Mesmo quando é uma noite que deveria ser lésbica ou simplesmente ‘queer’, se ela acontece num espaço gay voltado para homens, haverá homens que veem isso como uma invasão de ‘seu espaço’. Uma vez um cara num bar interrompeu uma conversa entre eu e uma amiga dizendo ‘Aff, foi mal, tem estrogênio demais nessa conversa.'”

Lyall Hakaraia, proprietária do estabelecimento queer Vogue Fabrics, na parte leste de Londres, acredita que isso vem da história dos estabelecimentos gays na maioria das cidades. “É tudo questão de sexo. É uma armadilha mental que ainda existe, de que os homens só podem funcionar de maneira sexual se as mulheres não estiverem ao redor, o que é verdade para algumas mulheres, mas não para todas. Isso foi distorcido para significar que as mulheres simplesmente não deveriam estar por perto, e que de alguma maneira vão estragar o ambiente se estiverem. Há muita diferença entre um clube de sexo, planejado especificamente para pegação e caça, e uma balada – infelizmente, muitos gays não conseguem enxergar a diferença entre as duas coisas.”

A referência que Sin fez à feminilidade escondida “no porão” acaba sendo uma boa metáfora para muitas das atitudes dos gays com relação ao sexo em si. Em aplicativos de encontros gays, os homens frequentemente descrevem suas preferências por parceiros masculinos ou que ajam como héteros, com alguns perfis explicitamente especificando “nada de afeminados”. Por outro lado, as expressões de desejo muitas vezes são fetichizantes, rudes, e indesejadas. Essa manhã mesmo, um galã veio me perguntar no Grindr “Quer vestir calcinha e meia-calça pra mim, putinha?”. Esse tipo de misoginia refratada também é projetada nos papéis de ativo e passivo no sexo gay: se eu estou de rímel na minha foto de perfil, eu posso esperar que vão me dizer como meu “buraco” vai ser socado, estragado, ou destruído.

“Eu nunca disse pra ninguém com quem eu saí como eu gostaria que ele se comportasse ou aparentasse – mas observo que os gays nunca se dão conta de que estão fazendo uso desse privilégio”, observa Shy Charles. Esse músico genderqueer de 25 anos exibe cabelo comprido e barba longa, ao lado de unhas elaboradamente pintadas e maquiagem nos olhos, diariamente.

“Os gays não percebem que quando dizem ‘não venha me encontrar vestido feminino demais’, eles estão pedindo para que eu finja ser alguém que não sou para agradar às preferências sexuais deles”, continua Shy Charles. “Uma vez um gay veio me dizer que era um ‘desperdício’ que eu não fazia musculação nem cortava meu cabelo – que, por não ter a aparência convencionalmente masculina, eu estava me ‘jogando fora’. Como se meu principal objetivo na vida fosse ser atraente para pessoas como ele, e eu só precisasse de um pouco de orientação! Como se minha aparência fosse algum tipo de acidente.”

Alguns gays não acham apenas que têm o direito de patrulhar a aparência de queers não-binários ou de apresentação feminina em contextos sexuais ou românticos – eles também fazem o mesmo sem pestanejar com relação às mulheres, principalmente mulheres na mídia. A “celebração” frequente de ícones pop femininas chega perigosamente perto de dar permissão a um direito de se “criticar” as mulheres em geral, especificamente com critérios tipicamente sexistas como seu peso ou sua beleza física. Apesar das mulheres na mídia não terem que ser atraentes sexualmente para os homens gays, ainda há uma expectativa ampla de que elas devem ter aparências glamurosas, fáceis, e “icônicas” – uma exigência irreal e idealizada por mulheres poderosas e irretocáveis.

Entre os gays brancos, a idolatria de artistas mulheres negras como Beyoncé, misturada com gírias retiradas de RuPaul’s Drag Race, pode produzir estereótipos excruciantes das mulheres negras – disfarçados de elogios. Na Push The Button, uma noite gay de música pop em Londres, gays brancos apareceram na festa anual em homenagem às Spice Girls exibindo perucas afro e com a pele pintada, aparentemente em homenagem a Mel B.

“Eu já ouvi gays brancos dizerem, brincando, que têm uma ‘negra forte’ dentro de si. É um estereótipo cultural que deixa implícito que mulheres negras não têm quaisquer problemas, e reduz nossa vivência”, explica Ava Vidal, comediante stand-up e escritora. “Isso acontece muito – imitar os gestos dos negros, brincar sobre suas ‘tranças’ – sem perceber como isso nos desumaniza. Não é um elogio. Eles querem para si todas as partes divertidas de nossa cultura, sem passar pelas partes ruins.”

O que acontece quando ela desafia esses gays? “Eles ficam agressivos e quase agridem quem faz isso. Esses homens brancos não estão dando ouvidos às mulheres negras. Quantas vezes eles têm que ouvir a mesma coisa até escutarem o que está sendo dito?”

As mulheres negras encaram uma discriminação dupla na sociedade branca e patriarcal; igualar casualmente a vivência de um homem gay com a de uma mulher negra é apropriação, não solidariedade. Mulheres transgênero encaram opressões de complexidade similar e – como as mulheres cis negras – muitas vezes podem ser reduzidas a estereótipos na mídia, separadas de sua vivência real de serem fortes, tenazes ou valentes.

A verdade é que os gays cisgênero devem muitas de suas liberdades históricas às mulheres trans; foram as mulheres trans que lideraram a olta stotarevolta de Stonewall em 1969. Mas os homens gays (juntamente de lésbicas e bissexuais cis) têm um histórico falho no que se trata de solidariedade política com pessoas trans, particularmente mulheres trans. A instituição beneficiente Stonewall, a principal voltada à comunidade LGBT no Reino Unido, cujo nome vem desse conflito, não lidou oficialmente com questões trans até fevereiro de 2015 – 16 anos depois de sua fundação. É claro que a maioria das organizações de porte aprenderam com seus erros do passado e estão se dedicando para trabalhar melhor com questões trans. Mas se a petição recente de se “retirar o T” de “LGBT” servir de indício, a transfobia ainda persiste na comunidade gay.

Para realmente incluir as mulheres trans em sua política, os homens gays (e, na verdade, todas as pessoas LGB cis) precisam escutar e descobrir onde a comunidade continua a ignorá-las ou deixá-las na mão. Estar aberto a ouvir críticas, no entanto, é muito mais difícil que o tom celebratório de “aceitação” propagado pela grande mídia. A capa de Vanity Fair com Caitlyn Jenner sem dúvida foi um marco na visibilidade trans, por exemplo, mas sua embalagem de alto orçamento e superretocada foi tão rasa quanto qualquer celebridade. A reação de muitos gays no Twitter seguiu na mesma linha: “Lacroooou, rainha!”.

A performance eficaz de Jenner de uma feminilidade aceitável quando saiu do armário não reflete a experiência da maioria das mulheres trans quando fazem a transição. A atriz e modelo trans Hari Nef apontou isso durante uma entrevista para a The Coveteur: “As pessoas veem ser transgênero como algo que se limita à apresentação, e portanto sem autenticidade; as pessoas veem os corpos trans como ‘sem autenticidade’ por si só. Eu mereço que a plateia grite ‘Lacroooou’ mesmo que eu esteja usando uma blusa de moletom e calça de pijama.”

É importante que a adoração dos homens gays por Jenner e suas irmãs trans anônimas vá além da mera apreciação estética de sua coragem e “sucesso” cosmético, e siga para a compreensão de que nenhum corpo feminino está à disposição para avaliação, críticas, ou consumo. Para as mulheres trans, seus corpos são o cenário de uma guerra cultural – uma guerra que mata um número cada vez maior de pessoas.

Nick Adams, diretor do Programa de Mídia Trans da GLAAD, vem trabalhando com a representação das questões trans na grande mídia americana há 17 anos. O próprio Nick é trans, e homem gay. “É impossível estabelecer uma correlação científica entre a visibilidade crescente das mulheres trans na mídia e o aumento no número de mulheres trans assassinadas nos EUA”, pondera, “mas devemos estar cientes dessa possibilidade. Até agora, em 2015, 20 mulheres trans ou pessoas fora da conformidade de gênero foram assassinadas, mais do que no ano passado.”

Adams permanece otimista quanto ao apoio político da comunidade dos homens gays pelas pessoas trans, apontando para os marcos conquistados nos últimos anos pela representação trans, e o impacto cada vez maior do ativismo e da comunicação online. “Se você reparar na revolta generalizada com o último filme de Roland Emmerich, Stonewall, que colocou como protagonista um homem gay cis ao invés de Martha P. Johnson, uma mulher trans negra da vida real – pode-se ver como a compreensão dos gays quanto a isso está crescendo, o que é positivo.”

É positivo, mas para que haja maior progresso deve-se sempre examinar criticamente o que pode ser feito de maneira melhor. A homofobia não é o irmão da misoginia; é seu filho. O patriarcado odeia os homens gays porque eles comportam-se sexualmente “como mulheres”, e odeia o lesbianismo porque lésbicas são mulheres que “se recusam” a trepar com homens, e odeia pessoas trans porque sua existência demonstra a fragilidade de tantas de suas supostas verdades.

Nós todos somos prejudicados pelo patriarcado, mas de muitas maneiras os gays são os que estão numa posição de serem seduzidos para conspirarem a favor dele. Os chamados para essa conspiração muitas vezes são traiçoeiros e imperceptíveis dentro da própria masculinidade. Portanto, ouvir às vozes – e reclamações – das mulheres, de gays afeminados, e pessoas trans não-binárias é crucial para todos os homens gays. Sem isso, eles podem descobrir que um mundo em que há uma liberação tão frágil, obtido às custas dos outros, realmente é um mundo contraditório – sem qualquer liberação real.

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55 comentários

Antônio Diniz

Concordo que todos nós somos prejudicados pelo patriarcado e conspirar a favor dele é um tiro no pé, só um cego, burro e irresponsável não veria isso, porem estamos vivendo tempos de um aumento significativo do conservadorismo com uma ênfase no que eles chamam de “família tradicional”, aqui no Brasil as mulheres são a maioria do eleitorado e todos sabemos como eles exaltam a participação da mulher nessa “família tradicional”, assim como as mulheres têm um certo apreço pela família. Muitos políticos conservadores super populares como o Bolsomerda, alardeiam em prol da “família tradicional”, o que pra mim não passa de PURA DEMAGOGIA. Então ficam as perguntas: Como o conservadorismo aumentou tanto? O que as mulheres pensam da “família tradicional”, sobre todos os tipos de casamento, sobre a criminalização da LGBTQfobia, sobre a nossa luta? O que quer dizer exatamente “Falta ou vai faltar homem no mercado?” O que as mulheres acham do feminismo? Quem gosta mais de “brincar de casinha?” O ideal seria uma enquete. Não quero dizer com isso que temos que escolher um lado como se fosse uma guerra de sexos, quero dizer que temos que ter uma visão tridimensional de quem nos apoia e quem não nos apoia, uma visão binocular do nosso futuro em relação em quem votamos e da importância da conscientização de todas as vítimas do patriarcado, para que ninguém atire no nosso pé nem no próprio por ignorância.

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Antônio Diniz

Quanto a misoginia direcionada aos gays efeminados e pessoas trans, não sei dizer, mas quanto à que é direcionada as mulheres, penso que seja em função dessa pressão que a sociedade faz conosco para gostarmos sexualmente de mulheres e em resposta acabamos usando termos que insultam as mulheres para deixar claro para a sociedade que não queremos e não vamos nos envolver sexualmente com elas. Porém na tentativa de afrontar a sociedade cuspindo naquilo que ela nos manda “comer”, acabamos ferindo as mulheres. São situações muito complexas, sofremos uma homofobia no qual nos é cobrado um “papel de homem” que significa praticar sexo com mulheres, namorar e casar com elas quando isso é totalmente fora de cogitação, não queremos transar com elas e querem nos obrigar por meio de maus tratos, humilhações, exclusão do mercado de trabalho, agressões e até assassinatos. Inclusive, assim como há gays misóginos há também mulheres homofóbicas que reproduzem contra nós o mesmo preconceito que as vitimiza. Como você disse – O tópico da misoginia entre os gays é difícil de abordar. Experiência própria: os homens simplesmente recusam-se a acreditar que o fenômeno existe, ou a conversa é desviada rapidamente (“tá bom, mas e as mulheres homofóbicas?”), apesar de uma intolerância não justificar a outra, a recíproca é verdadeira, não desvaliem isso, ambos são prejudiciais. É fato que para não se envolver eroticamente com mulheres não é necessário odiá-las, bom eu só odeio quem me odeia. Nunca me senti melhor do que as mulheres, nem do que os gays efeminados e pessoas trans, acho até que devemos ser unidos e trabalhar em equipe contra a opressão que nos persegue. Afinal temos o mesmo inimigo em comum, por que não se aliar? Acho importante deixar clara a diferença entre não sentir atração sexual por mulheres e ser misógino ou algum mal intencionado pode distorcer uma com a outra no intuito de nos intrigar entre si, espalhar mentiras a nosso respeito e criar um novo tipo de homofobia.

Responder
Henrique Gay

Juro não sou misogino, mas não consigo achar a vagina bonita, não me atraí em nada.
nunca tive curiosidade com mulheres, nunca fiquei com mulher, nem nada. Não tenho desejo nenhum por elas.
Sou 100% por cento gay, Não há nenhuma possibilidade de eu sentir desejo por mulher. Eu gosto é de homens.

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Resolução de Conflitos

Querido, a questão não é você ser 100, 200, 500, infinitos % gay. Seja gay, viva, ame homens! Não é isso que está em pauta.

Pelo visto, você não leu o texto. Então vou resumir pra você:
Gostar de homens e não sentir atração por mulheres NÃO te dá o direito de julgar mulheres como repulsivas, inferiores ou inadequadas.

Ninguém tá te perguntando – ou pior, te cobrando – sobre você ficar com mulheres. Desativa o modo ‘defensiva’ um pouco, pode ser? Abração!

Responder
Isaac Carneiro Victal

Já havio tido o prazer de ler este texto em outro lugar,parabéns por divulga-lo por aqui.Sobre o conteúdo do texto e dos terríveis comentários,remarco que gays masculinos parecem relutar mesmo em se entender como minoria,parecem pensar que sao homens mesmo,que gostam de outros homens e para o inferno este negocio de feminismo e efeminados.Por esta razão me abstenho de sexo com homens há 11 anos,pois sou muito feminino ao ponto de praticamente nenhum gay gostar e já os machos só me querem para orgias e fastasias sexuais bizarras,o que nao me satisfaz,prefiro ser uma andrógina assexuada a negar minha feminilidade para agradar homens gays ou heteros machistas.

Responder
Leandro Silva

Eu não gosto de vagina.
Gosto de homens, gosto de pinto.
Eu amo todos os homens do mundo inteiroooo <3
Quero todos os homens na minha cama e fazer aquele amor gostoso. <3
Só de sentir aquele cheiro delicioso de homem fico com muito tesão, homem é tudo de bom! amo vocês seus lindos, gatos e gostosos <3

Responder
Resolução de Conflitos

Amigo, NINGUÉM te pedindo pra você gostar de “vagina”. Aliás, palminhas pra misoginia em resumir mulheres – um grupo multifacetado de inúmeras experiencias e corpos – a um mero órgão genital. Progressistão você hein?

Leia o texto da próxima vez e aprenda: misoginia vinda de macho gay é tão destrutiva e disruptiva quanto misoginia vinda de macho hetero ou macho bi. Você curte, ama, idolatra, adora homens? Perfeito! NADA disso te dá o direito de ser violento contra mulheres ou expressar esse nojo, essa repulsa toda por elas.

Eu hein….

Responder
rob

acho que sou um pouco misógino, não tenho fobia nem preconceito a nada do tipo feminino,só não sinto atração nenhuma, sou bem atraente esnobe as mulheres (não as trato mal) esnobo com ironia sarcasmo, muitas acabam se apaixonando, infelizmente tem mulher que gosta de sofrer na mão de homem, eu já deixo claro quem eu sou de primeira, sou do tipo romântico sacana nada feminino nem vulgar, bem gentleman quando quero, jamais compare uma flor a uma mulher, pois a beleza da flor não se compara com nada.

Responder
Anônimo Atento

E outra: Concordo em gênero, número e grau com os comentaristas que disseram que a maioria dos afeminados são assim porque querem. E é verdade! A maioria dos gays de hoje em dia são másculos aparentemente e você só descobre que é uma bicha louca ouvindo a voz da bicha e prestando atenção no jeito da bicha. Harry Louis é um grande exemplo do que é a maioria dos gays de hoje em dia. Estamos na era das bofonecas. A maioria é afeminado, mas másculo aparentemente. E são assim porque querem, pois se são másculos aparentemente e fisicamente, poderiam perfeitamente serem másculos no jeito de ser. Outra coisa: Os afeminados querem respeito, mas eles dão? A maioria pelo menos não é assim. As feministas querem respeito, mas elas dão? A maioria não é assim. Pra ter respeito tem que respeitar. Querer respeito sem respeitar não vale. E impressionante que quando se fala de homossexuais, o preconceito é sempre maior com os gays e quase nenhum com as lesbicas. As lesbicas podem falar a vontade que sente nojo de pau que ninguém vai massacra-la. Agora se um gay disser que tem nojo de vagina o tempo fecha. É muita hipocrisia e incoerência.

Responder
Anônimo Atento

Lamentável as respostas do James Cimino. Ele praticamente obriga a quem não tem atração por afeminados se atrair por eles. Entenda cara, atração é uma coisa se sente. Não é porque você não gostava de orientais e passou a gostar deles depois que ficou com dois, que qualquer um que não gosta(sexualmente) de afeminados vai passar a gostar deles se ficar com um. Ridículo chamar alguém de homofobico só porque a pessoa não se atrai por afeminados. E ridículo chamar alguém de racista só porque a pessoa não se atrai por negros. Você nas suas respostas foi a mesma coisa que os homofobicos que não respeitam a homossexualidade e querem obrigar gays a se atraírem por mulheres e lesbicas a se atraírem por homens. E de fato querer obrigar alguém que não gosta(sexualmente), de negros e afeminados a gostar dos mesmos, é a mesma coisa que obrigar alguém que não gosta(sexualmente) de mulheres e vaginas, a gostar das mesmas. Melhore cara, pois tanto o texto e principalmente as respostas deixaram a desejar. Vamos respeitar a diversidade e os gostos de cada um. Nem você e nem essas afeminadas escandalosas que querem ser engolidas goela abaixo da sociedade, mandam no tesao dos outros.

Responder
Marcio Caparica

Não é a mesma coisa, porque há muitos casos de pessoas que compreenderam seus preconceitos e mudaram de atitude, enquanto a sexualidade não é ensinada nem desensinada. Você, por exemplo, é misógino: quem se incomoda tanto com “afeminadas escandalosas” (mas não se incomoda com machões escandalosos…) o faz por puro preconceito.

Responder
Anônimo Atento

Meu irmão, então 90% da sociedade é misógina. Pois afeminados escandalosos não incomodam só a mim. Mas a maioria esmagadora da sociedade(incluindo LGBTs). Misoginia é ter aversão e repulsa a mulheres. E isso eu não tenho(apesar de não ter tesão nenhum por elas). Vocês afeminados se defendem com unhas e dentes mas graças ao comportamento sem noção que a maioria de vocês tem não conseguem convencer e serem engolidos pela sociedade como querem.

Responder
Henrique

Que saudade quando o movimento lgbt lutava por direitos iguais!
Hoje em dia vejo que o movimento se perdeu literalmente…

Responder
Daniel

Por que ao dizer que não gosto de afeminados estaria sendo homofóbico?

Fiz uma pergunta assim e alguns me acusaram de homofobia, porém, até onde eu saiba ser homossexual se resume a gostar do mesmo sexo, e mais nada. Será que estes imbecis consideram que ser afeminado é parte inerente da sexualidade homossexual? Ser afeminado é uma escolha, Ninguém é obrigado se sentir atraído por caras afeminados, nem tudo é preconceito.

Responder
James Cimino

Ser efeminado é uma escolha? Assim como a homossexualidade? Ou você tá possuído pelo espírito do Malafaia? Viu só como você é homofóbico, mesmo sendo gay?

Responder
Daniel

Ser afeminado é comportamento a pessoa pode escolher se quer ou não, a homossexualidade é gostar de pessoas do mesmo gênero, não confunda as coisas

Responder
Marcio Caparica

Primeiro, não é assim. A representação de gênero (se uma pessoa é “masculina” ou “afeminada”) é parte inerente da personalidade de cada um, não muda facilmente. O problema é que pessoas como você acham que ser masculino é inerentemente melhor que ser feminino, o que é errado. Segundo, ninguém deve ser forçado a mudar seu jeito de ser porque alguém (como você) acha que deveria agir diferente, principalmente quando isso não causa mal a outras pessoas. E lembre-se que há muitas pessoas que acham que a homossexualidade também é “comportamento”.

Responder
Daniel

Eu não quero forçar ninguém a mudar o jeito de ser.
O que eu não consigo entender por que alguém dizer que não se sente atraído por caras afeminados estará sendo homofóbico?

James Cimino

Já explicamos, mas vamos lá: se você coloca isso como a primeira coisa a se considerar em uma pessoa, você está sendo preconceituoso porque você acha que as características femininas deste cara são depreciativas por definição. Se você diz que não se atrai por NENHUM negro, você está colocando a cor da pele dele como algo depreciativo e, portanto, sendo racista. Ser racista, homofóbico, misógino não depende de uma ação voluntária, ou seja, você falar textualmente para uma pessoa que você não gosta dela por ela ser negra/afeminada/verde piscina. Tem a haver muito com aquilo que você faz no piloto automático. Fora isso, colocar isso à frente de qualquer ser humano significa perder um monte de oportunidades de conhecer gente legal, sexy e que, na cama, pode te surpreender. Acredite, eu adorava falar que não curtia orientais e minhas justificativas eram tão horríveis que nunca mais irei reproduzi-las. Até que um dia eu fiquei com um oriental e duas semanas depois com outro. E eles me calaram a boca. Espero ter ajudado com a explicação.

Enrique

Concordo plenamente com você Daniel. Ser afeminado é sim uma ESCOLHA. Nem todo homossexual gosta de ser feminino e ter comportamentos de mulher. Homem (gay, heterossexual ou bissexual) tem podem ter o mesmo tipo de comportamento próprio de um homem. Desde quando não ser afeminado é exclusividade de um heterossexual?Homens gays e bissexuais em sua maioria tem atitudes e jeitos idênticos de um homem heterossexual. E isso não tem nada demais, porque não é por ser gay e bi que tem que ser feminino e caricato. Sinto muito James, mas para mim você está preso em rótulos e gays caricatos de programas de TV e novelas. Ser afeminado é sim uma escolha, mas sentir atração emocional de física por uma pessoa do mesmo sexo não é. Se o meio LGBT prega tanto a diversidade, deveria aceitar que existem gays masculinizados plenamente e que gostam de futebol, beber, falar grosso, ser homem mesmo sabe? Se quer ser afeminado, seja, mas não tente impor aos outros gays e bi. Obrigado!

Responder
Enrique

Querer dizer que ser gay ou Bi tem que seguir um padrão ABNT? A Comunidade LGBT tem que aceitar mais as diferenças dentro dela mesma e não criar padrões e rótulos. A sociedade já rotula demais. Se eu sou gay e tenho atitudes de homem, isso faz parte da minha natureza de homem. Não gosto de afeminados e isso não me torna homofóbico, porque eu tenho gosto próprio. Ser gay ou bi não é sair pegando qualquer homem que ver na frente, pois nem todos são atraentes fisicamente ou intelectualmente (isso vai depender do seu tipo de homem). Criar rótulos dentro da própria comunidade LGBT é irresponsável, pois é onde deveria ter mais liberdade. Cada um com seus gostos e não se deve ter imposição de qualquer um que seja!

James Cimino

Falou o mano que escreveu um comentário inteiro cheio de rotulações.

James Cimino

E quem disse que eu não aceito que existam gays masculinos? O que eu não aceito é que nego que dá bunda, mesmo com a voz grossa, queira dizer por aí que é melhor que quem tem voz fina e desmunheca. E, me desculpa, o que me parece escolha é viado querer pagar de macho pra se sentir “menos gay” ou “mais macho”. No fundo, o que se consegue nesses caso é sempre ser mais babaca.

Daniel

Eu cansei do movimento LGBT, não me representa.
hoje em dia não pode ter opinião sobre isso que estará sendo homofóbico e corre o risco de ser processado e ter que pagar uma indenização para os coitados vitimistas.

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Alex

Na verdade esse site parece ter o espírito do Malafaia, afinal vive atacando os gays, acho que ataca e tenta censurar mais do que os evangélicos fazem! Gay não pode ter nojo de vagina, gay não pode não curtir afeminados, tem que curtir negros e gordos, gay não pode gostar de piroca, gay tem que ser isso, gay tem que ser aquilo, daqui a pouco acabou a liberdade! O politicamente correto é uma merda! Agora um site voltado aos gays ser feminista e ditar regras é o fim mesmo!

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James Cimino

Já explicamos, mas vamos lá: se você coloca isso como a primeira coisa a se considerar em uma pessoa, você está sendo preconceituoso porque você acha que as características femininas deste cara são depreciativas por definição. Se você diz que não se atrai por NENHUM negro, você está colocando a cor da pele dele como algo depreciativo e, portanto, sendo racista. Ser racista, homofóbico, misógino não depende de uma ação voluntária, ou seja, você falar textualmente para uma pessoa que você não gosta dela por ela ser negra/afeminada/verde piscina. Tem a haver muito com aquilo que você faz no piloto automático. Fora isso, colocar isso à frente de qualquer ser humano significa perder um monte de oportunidades de conhecer gente legal, sexy e que, na cama, pode te surpreender. Acredite, eu adorava falar que não curtia orientais e minhas justificativas eram tão horríveis que nunca mais irei reproduzi-las. Até que um dia eu fiquei com um oriental e duas semanas depois com outro. E eles me calaram a boca. E NÃO, GAY NÃO PODE SAIR POR AÍ DISSEMINANDO PRECONCEITOS PARA SE AUTOAFIRMAR COMO FAZEM OS HETEROS.

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Daniel

Não sentir atração é diferente de ser racista… Eu não me sinto atraído por todos os tipos de homens e nem por todas as raças.
Eu sou branco, gosto de homens brancos, loiros de olhos claros, bem brancos mesmo e não acho que seja preconceito, é só uma escolha minha ué.
O racismo consiste em crer que certas pessoas são superiores a outras devido a pertencer a uma raça específica.
Os racistas diferenciam e segregam as pessoas com base em características físicas como a cor de pele e o aspecto do cabelo. Ninguém deve ser obrigado a sentir atração por determinada raça só para não ser taxado de racista.

James Cimino

Não tenho mais nada a te explicar. Vai tirar zero mesmo e pronto. E daqui a alguns posts você volta, com os mesmos clichês. Que pessoa triste, credo…

Alex

Existe a liberdade de cada um viver como quer ou como acha melhor, se eu não quero me relacionar com afeminados, negros, gordos, é meu direito, não acho certo agora existir toda essa cagação de regras, cada um faça o que bem entender, a comunidade LGBT está cada vez pior, e a maioria dos gays sérios está se afastando disso!
James vive como acha melhor, e eu faço o mesmo, cada um com sua vida!

James Cimino

Que ótimo. Quero distância de “gays sérios”, seja lá o que isso signifique… Agora, uma coisa é fato: o tanto que você veste as carapuças desses textos é tão revelador… Você não quer se relacionar com negros por que é racista e ponto. Não existe outra razão. Se a cor da pele de uma pessoa é mais importante que a pessoa, você é racista. Mas fica frio, um dia a vida vai te pregar uma peça, como pregou em mim, que adorava dizer que não gostava de orientais, porque eu queria ter direito a uma babaquice. Queria fazer parte do grupo. Até que em um espaço de um mês peguei dois orientais que me mostraram o quanto eu estava perdendo tempo com preconceito. Agora, numa coisa você está certo: cada um faça o que bem entender. Só não espere aplauso…

Alex

A vida pode pregar peça em você, em mim isso nunca vai acontecer, não sou preconceituoso, mas a probabilidade de um dia me relacionar com um negro é tão nula, que não cogito isso nem mesmo se acontecer a maior reviravolta na minha vida! Se você é diferente de mim, também não merece nenhum aplauso! E ao contrário do que você pensa, existem sim gays sérios, que não acham que a vida é uma dark room cheia de afeminados e DST´s!

James Cimino

Brigado, Alex. Pessoas como você provam que textos como esse são super pertinentes. Credo. Você deve ser uma pessoa muito triste… Muito mesmo… Antes eu tinha birra de você, agora eu tenho só muita pena…

Marcio Caparica

Ser afeminado não é escolha, é parte da personalidade. Ninguém um dia escolhe ser masculino ou feminino. Assim como ninguém um dia escolhe gostar de homens ou mulheres. São coisas que acontecem. Reprimir-se, sim, é uma escolha. Desprezo pelo feminino (em homens ou em mulheres) não é homofobia, é misoginia mesmo.

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Daniel

E o contrário? Escuto vários afeminados repudiarem gays masculinos, e até então não é preconceito. Mas se alguém chegar e falar que não namoraria um afeminado, já é tachada como preconceituosa e misógino. Numa boa, pra mim gosto é gosto e não preconceito. Ninguém é obrigado a ficar com quem não se sente atraído.

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Enrique

Sou bissexual, mas eu não me relacionaria com gays afeminados ou transexual. Isso não é preconceito ou “heteronormatividade” e sim gosto próprio. Ninguém é obrigado a gostar de algo no qual você não se sente bem. Não é porque alguém é BI ou Gay que tem que gostar de tudo e de todos só para ficar bonitinho. Quanto ao feminismo, acho que só 10% querem igualdade. O resto é puro ódio aos homens (independente da orientação sexual). Pessoalmente, eu gosto de homens (gay e BI) com atitudes e jeito de homem. Isso se chama livre árbitro e gosto!

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João P.

Sou gay, não curto vagina, mas porque dizer que eu odeio? Que mal a vagina me fez? (masoq \z)
Já presenciei situações de pura misoginia, certa vez em uma festa, escutei um gay falar que não acreditava que o cara que ele estava afim tinha ficado com um homem mais afeminado que ele…
Acredito que toda essa misoginia se deve ao fato de negar aquilo que lhe é diferente, mesmo que em pouquíssimo grau de diferença.

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Alex

Canso de ouvir lésbicas falando que tem nojo de pau e esperma, mas isso é normal e aceitável, mas se um gay disser que tem nojo de vagina, deve ser apedrejado! Comecem por mim então, pois eu tenho e muito! O Canal lixo das Bee dos youtube está nessa moda de demonizar gays, até mesmo dizendo que gay gostar de piroca é errado!?!? Mas nada disso é errado, apenas misoginia que é! Me surpreende um site desses que está mais preocupado com essa causa feminista ridícula do que com os próprios gays!

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Alex

Todas as lésbicas que conheço dizem abertamente isso, mas se um gay fala que tem nojo de vagina, é massacrado! Eu acho o movimento feminista imbecil, no mínimo! Onde que isso quer igualdade? Me admira muito um site voltado ao público gay ficar fazendo demagogia sobre uma coisa que discrimina sim e muito os gays e as trans!

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Tom

Não sei bem o quanto ou se vou acrescentar algo, mas realmente muitas lésbicas com quem já convivi tinham horror a pau e quase vomitavam se falasse de porra. ASsim como já conheci mulheres hetero que tbm não gostavam nada de chupar pau e tinham nojo de porra, assim como tbm existe homem que não chupa buceta por nada, mas isso nenhum admite, são as parcerias que os entregam em confissões pros amigos.
Esses temas que envolvem gosto sempre esbarram em questões culturais.

Marcio Caparica

O fato dessas atitudes existirem não quer dizer que devam ser endossadas – nós não endossamos nenhum tipo de ojeriza a parte nenhuma do corpo de ninguém. 🙂

Walter Silva

Esse texto,escrito por uma transativista gayfóbica e permeado de androfobia e histeria,é um ótimo exemplo de como as coisas estão realmente ruins para a comunidade gay,que é demonizada tanto pelos bolsomitos quanto por feministas radicais cortadoras de pinto.Inteiramente baseado em evidência anedótica,e imbuído da irresistível necessidade de criar um espectro maligno e ameaçador,reforça o estereótipo antigo de que gays odeiam mulheres,dado que não se interessam sexualmente por elas.Essa é a leitura tradicional de todas as sociedades patriarcais homofóbicas a respeito da homossexualidade masculina.Por exemplo,entre os japoneses do período feudal,o homossexual exclusivo era chamado de Onna-Girai(inimigo das mulheres).Enfim,nada de novo sob o sol.Hoje mesmo vi uma postagem de rede social onde uma feminista afirmava que todo homossexual era misógino por ”preferir” se relacionar apenas com homens.

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Daniel Rodrigues

Um “homem cis genderqueer” bissexual que acima está ao lado de todas as pessoas gayfóbicas que encontrar para fazer exatamente o que o Walter descreveu. Bissexuais são tão gayfóbicos quanto transativistas. É claro que este bissexual vai também ignorar a misoginia de bissexuais que, na dinâmica das relações sociais, são muito mais recorrentes do que a de gays. A maioria dos “não gosto de afeminados e nem assumidos” vem de bissexuais. Acrescente-se a isso a clássica frase exclusiva de bissexuais “homem casado quer real no sigilo”. Mas não irão acham que eles são misóginos já que se relacionam com mulheres, e vão negar, como sempre, que sejam gayfóbicos já que se relacionam com homens. Nada de novo sob o sol mesmo.

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Daniel Rodrigues

Engraçado que dá para traçar um paralelo na forma inversa em quase tudo. O mito da suposta maior aceitação de mulheres se dá justamente a partir da objetificação e apagamento de da completude Gays sendo estes usados para mero entretenimento das mulheres sem contudo ser necessário que elas deixem de ser homofóbicas de fato. Essa suposta aceitação de Gays por mulheres é proporcional ao quanto eles podem ser divertidos e úteis para elas.

Mas a homofobia feminina é algo que esse site obviamente vai ignorar tal como sempre se ignora em qualquer debate do tipo dentro das militâncias, quando não se faz pior e a nega ou a justifica.

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Daniel Rodrigues

“A homofobia não é o irmão da misoginia; é seu filho.”

Isso que dá ser complacente com a colonização do movimento LGBT pelo feminismo. Pela repetição as nauseum querem fazer hierarquia de opressões e colocar a pauta feminista como pauta única sob a falsa alegação de que ele resolve tudo.

Não, homofobia não é filha da misoginia. É irmã mesmo. Uma é hierarquia de ORIENTAÇÃO SEXUAL cujos opressores são as pessoas HETEROSSEXUAIS, HOMENS OU MULHERES ; a outra é hierarquia de GÊNERO, cujos opressores são HOMENS. O sexismo da origem a ambos. Essa distinção deveria ser evidente para qualquer um.

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Maria Caroline Lima Silva

E o problema é justamente esse. Ao “fantasiar” você está justamente obejetificando uma pessoa. Ao “fantasiar” uma mulher negra você está despindo ela de toda sua complexidade e luta e a usando para sua diversão, como se ela fosse só isso. Quam você pensa que é pra fazer isso? Quando você diz que tem o direito de tornar pessoas oprimidas uma mera “fantasia”, você está justamente fazendo tudo o que foi dito no texto. Mulheres trans, cis, lesbicas e negras são reais e suas demandas também. Abre mão do seu machismo que ainda dá tempo de parar de passar vergonha. Fantasia é se vestir de pirata, isso aí que você falou é pura desculpa misógina.

E emponderador não significa ser linda e lacrante e muito menos é um termo de moda, por favor! Quanta desinformação!

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Francisco

De novo: você está exigindo de uma fantasia algo que ela, por definição, não se propõe a dar. Você pode achar um absurdo, objetificante, imoral, amoral, misoginia, o escambau… mas isso é uma opinião sua – não altera e nem jamais vai poder alterar o conceito puro e simples de “fantasia” (você não tem esse poder de mudar isso, sorry).
E, você gostando ou não disso, precisa entender que as pessoas TÊM FANTASIAS e são livres para tê-las. O tempo todo! (Você mesma tem as suas) Se falseiam as próprias fantasias, atribuindo a elas um significado “político” que elas, a priori, não têm, aí é outro papo…
Mas o que eu quero dizer é que não há intencionalmente um desejo interno, obscuro e diabólico de objetificação ou de redução da mulher quando uma bee tem uma fantasia e a exerce. Não: fantasias são apenas fantasias! Não perca seu tempo e energia buscando chifre em cabeça de cavalo

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Francisco

O texto é muito bom em diversos aspectos, sobretudo os ligados às questões trans. Mas o autor, ao tentar ser (politicamente) “correto” e politizado demais com todo e qualquer tipo de minoria comete um deslize básico: despreza a questão da “fantasia”, da idealização, que é algo muito comum em qualquer ser humano – ainda mais nos grupos de alguma forma marginalizados.
Um exemplo: o caso dos gays brancos que imitam mulheres negras… O autor condena, dizendo que é “apropriação”, e não se trata de “solidariedade”… E não se trata mesmo! Mas também não é uma mera “apropriação”, repito aqui: é uma “fantasia”. Opera em um nível muito diferente, tem uma razão e uma função completamente distinta… É algo no nível da idealização, do lúdico, da projeção, da fuga da realidade… A fantasia é algo muito menos nocivo e pesado que o autor pretende que seja. É algo muito próximo de uma brincadeira de criança – em nenhum momento se deseja o “pacote completo” do que é ser mulher e negra; está-se apenas sonhando, idealizando como é “ser-uma-mulher-negra” no que isso (para esses gays) tem de melhor ou mais “empoderador” (pra usar um termo da moda): ser linda, estilosa, “lacrante”. Nada além disso… O mesmo vale para os gays quando acham linda a trans arrasadora na capa da revista – mas nao ligam pra ela de moletom, na vida real.
Exigir de uma “fantasia” coisas que uma fantasia não se propõe a cumprir é limitador e injusto.

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