Sexo com gordos: o último tabu gay?

Sexo com gordos: o último tabu gay?

Dan Oliverio é um escritor e palestrante sarado que morre de tesão por gordos. Ele conta como, no mundo gay, admitir isso é como sair do armário pela segunda vez, e relata as particularidades desse tipo de atração

por Marcio Caparica

Traduzido do artigo de Leon Acord para o site Huffington Post

Dan Oliverio é uma figura imponente. Com 1,82 m de altura e 100 kg de músculo, capaz de levantar 160 kg no supino, esse homem parece o irmão mais novo e mais atraente (e muito musculoso) de Jason Alexander.

Eu conheci Dan em 1999, quando ele me selecionou para o elenco de uma peça que ele estava dirigindo no teatro New Conservatory em San Francisco.

Uma noite, Dan comentou que gostava do novo Fusca da Volskwagen. Um outro membro do elenco brincou: “Só porque ele tem a forma do seu namorado!”. Dan riu, e o ensaio começou.

Como assim? Se isso não era um xingamento, então quer dizer que o Dan era um “pegador de rechonchudos”? Eu estava cheio de questões, principalmente “Como pode alguém que tem um corpo como o seu sentir atração por caras que têm um corpo como aquele?”. Mas eu era educado e profissional demais para perguntar!

Avancemos para 2013. Dan, que agora se descreve como um “pegador de rechonchudos declarado vivendo em Los Angeles, uma cidade de beleza hiperreal de capa de revista”, dá palestras, oferece aconselhamento particular e escreve muito sobre o assunto. Seu livro Round World: Men Who Chase Obesity, and What Drives Us (“Mundo redondo: homens que perseguem a obesidade, e o que nos move”) vai ser lançado em alguns meses. Ele também já fez aparições nos programas True Life da MTV e no Tyra Banks Show, entre outros. Dan me guiou por um mundo que eu nunca havia realmente compreendido. Ele foi um guia turístico muito paciente. Agora eu sei qual é a diferença entre “pegadores” e “alimentadores”, o que “fio dental de pelanca” quer dizer e que, como Dan aponta, a “objetificação é uma via de mão dupla”! Mas ele fala tão bem, vamos deixar ele mesmo explicar isso tudo.

“Pegador de rechonchudos” é o termo que se deve usar? Há algum termo mais novo e mais politicamente correto?

“Pegador de rechonchudos” é o melhor que dá pra fazer. Não há um termo melhor que agrade todo mundo. “Gordo” é um tabu em nossa cultura. E não apenas a palavra. Quanto mais uma palavra aponta diretamente para a imagem de gordura, menos aceitável nós a consideramos. Imagine que você está numa festa chique nos anos 1940. Não havia uma maneira educada de se dizer “homossexual”, e menos razão ainda para se tocar no assunto. Essa é a razão por que há eufemismos. “Pegador de rechonchudos” é bastante neutro; faz referência à gordura mas também é bonitinho. Alguns caras se ofendem com “pegador”. Eles consideram que isso implica em uma caça alucinada por gordos. Entre os héteros eles utilizam “A.G.”, que quer dizer “Admirador de Gordos”. Às vezes dizem apenas “admirador”. De jeito nenhum usa-se “gordo” para se fazer esse tipo de referência. “Gordo” permanece indizível. Eu admito que “admirador” é mais preciso e soa melhor, mas também é meio frio para o meu gosto. Nós estamos falando de atração sexual, não apreciando mobília antiga.

Quando você percebeu pela primeira vez que se interessava por gordos?

Eu sabia que curtia gordura quando tinha 5 anos. Eu não compreendi que era gay até fazer 20 anos.

Isso foi algo que você demorou para compreender? E aceitar?

Sem dúvida foi algo que eu levei um tempo para compreender. Eu cresci tendo um casal de gays como vizinhos de porta, e morei numa moradia para artistas durante a faculdade; eu sempre estive cercado de gays. Mas você sabe como são as revistas gays, o tipo de caras que aparecem nelas. Eu achava que eles eram bonitos, e tinha vontade de olhar para eles, assim como fazem muitos héteros. Mas eu nunca quis cair na cama com um deles ou meter meu pau na bunda deles, então cheguei à conclusão que não era gay. Eu levei anos para perceber que a gordura fazia essa diferença toda na minha sexualidade.

Como você fez para aceitar isso? Para gostar disso?

Não foi bem que eu lutei contra; eu me mantive ignorante de como isso era essencial. Muitos outros caras lutam contra isso, ou consideram trepar com um gordo um tipo de prazer vergonhoso, ou, ainda pior, um segredinho sujo. Mais uma vez, o estigma da gordura. Lembre-se também que muitos caras que não conseguem lidar com sua atração por gordos também não conseguem lidar com serem gays. Eu ouço isso muito. Eu tive que passar por muitos relacionamentos sérios que não funcionaram para enxergar como esse aspecto físico era importante. Eu não dei um pé na bunda do meu ex porque ele não era gordo o suficiente. Na verdade, ele começou a me dar um pé na bunda porque ele não sentia que eu tinha atração por ele, não como um gay deveria estar. Ele me disse “Dan, nessa nossa vida de casado, eu me sinto como uma mulher casada com um gay.” Eu achava ele lindo, como os caras nas revistas, mas ele sabia que nunca teria o tipo de relacionamento sexual comigo que ele queria. Com o tempo eu também compreendi isso. Nós ainda somos muito amigos. Nós mantivemos o amor e deixamos de lado as trepadas ruins.

Como seu interesse se manifestou pela primeira vez?

Eu me lembro de conversar sobre gordura logo cedo na minha infância. As pessoas falavam sobre isso, se preocupavam com isso, desde quando eu tinha 5 anos. Alguns garotos sabem quando têm 5 ou 6 anos que gostam de homens. Comigo, foi gordos. Mais tarde eu fiquei fascinado com homens muito obesos, às vezes mulheres, mas na maioria garotos da minha idade. Eu era jovem demais para ter sensações sexuais. Mas, como gays, nós sabemos que fascínio na maioria das vezes se transforma em atração sexual.

Quanto tempo você levou para compreender esse interesse?

Quando eu cheguei nos 22 anos eu já sabia que gostava de gordos. Eu considerava que eu gostava tanto de gordos como de magros. Mais ou menos como quando os gayzinhos dizem que são bissexuais. Alguns são, mas a maioria deles está apenas a caminho de serem gays. Muitos pegadores de rechonchudos como eu pensam da mesma maneira quando estão na faixa dos 20. Sabe quando você é adolescente e vai assistir qualquer filme que está em cartaz? Daí, com 30 anos, você começa a assistir apenas os filmes que você gosta em alguns gêneros específicos. Quando você chega aos 40 ou 50 anos, um filme tem que despertar muito o seu interesse para que você o assista. Muitos dos pegadores de rechonchudos passam pela mesma coisa. Quando você está na faixa dos 20, você acha que gordos são apenas um tipo de homem que você gosta. Conforme amadurecemos, a maioria de nós descobre que gordos são aquilo que realmente nos dá tesão. Eu já ouvi alguns pegadores de rechonchudos me dizerem que, para eles, sexo com um cara que não é gordo não vale sequer o esforço de tirar a roupa, quanto menos sair junto. Para eles, é gordo ou nada.

Uma das ideias errôneas que eu tinha era que os pegadores tentavam “engordar” seus parceiros. Você já me disse que os “alimentadores” são um tipo completamente diferente de pessoas. Você pode explicar a diferença entre “pegadores” e “alimentadores”?

Pegadores são os caras que gostam de gordos. Tirando isso, eles são bem como o resto dos outros gays. Encorajadores (alimentadores, como são chamados entre os héteros) curtem o lado fetichista da gordura. É bom você saber que existem pessoas que são “engordadas” (“alimentadas”, no mundo dos héteros), que querem se tornar gordas, ou mais gordas, ou enormemente obesas. Os encorajadores são sua contrapartida.  É melhor pensar que a relação entre engordados e encorajadores é como a de parceiros de S&M. Se eu te disser que um cara dá surra de cinto em seu namorado, você pode ficar preocupado. Se eu te disser que o namorado curte, sempre curtiu, e que eles fazem isso desde que se conheceram, talvez você encare isso de maneira diferente. Encorajadores têm má reputação porque as pessoas não concebem que o parceiro gostaria de ficar gordo. Há encorajadores que engordam os parceiros sem que eles saibam para aumentar seu prazer sexual. Nós já temos uma palavra para sexo não-consensual: abuso. É como se um cara que curte S&M mas seu parceiro não curte batesse no parceiro enquanto ele dorme, e fingisse que não sabe de onde vêm os hematomas no dia seguinte.

Parece que se declarar um pegador de rechonchudos é como sair do armário pela segunda vez. Quando você se declarou? Como você juntou coragem? Qual foi a reação dos seus amigos e familiares?

Acho que eu nunca fiz um pronunciamento formal. As pessoas apenas observam as pessoas que eu namoro e sacam. As pessoas captam. Agora, eu sou bem “assumido” sobre gostar de gordos. Eu modero seminários por todo o país e vejo todos os tipos de reações. Basicamente, as pessoas têm comigo a mesma reação que eles têm com a gordura. Se eles acham que ser gordo é apenas outro tipo de corpo, eles pensam que eu tenho apenas um tipo diferente de atração. Se eles acham que ser gordo não é saudável, eles pensam que minha atração não é saudável. Se eles pensam que gordos são nojentos, eu tenho um fetiche nojento. Se eles pensam que gordos são uns coitados infelizes que não conseguem controlar o que comem, eu sou um predador de pessoas sem força de vontade.

Onde fica a linha entre desejo e fetiche?

Essa é fácil de responder. Fetiche é como as pessoas rotulam o desejo de outra pessoa se você acha que aquilo é burrice, doentio ou sujo. Se você não suporta homens burros, se você faz questão de que qualquer homem que vai sair com você seja inteligente e seja ótimo de conversa, ninguém te acusa de ter um “fetiche por inteligência”. Um fetiche sempre descreve algo negativo. “Fetiche” tem uma definição bem específica na sexologia, mas não é esse o significado que as pessoas estão aplicando quando usam o termo. Nos meus seminários eu falo muito sobre “desejo” versus “objetificação”. Eu digo que você está objetificando alguém quando o que você quer é mais importante que quem a outra pessoa é. Por exemplo, se você está confortável em ser um escritor, você provavelmente não vê problema nenhum quando um cara diz “eu adoro escritores. Eles são tão bons de cama!”. Por outro lado, se você é hispânico, mas isso não é uma parte muito grande de sua identidade, é bem possível que você não goste muito quando um cara diz “eu adoro latinos. Eles são tão bons de cama!”. É pra ver isso como um elogio ou como um insulto? E quando alguém te enquadra numa identidade que você rejeita ativamente, ou numa parte de você que você luta contra, é muito provável que você se sinta rebaixado, desvalorizado, e objetificado: “Eu adoro caras enormes de gordos. Eles são tão bons de cama!”. Se você não tem problema em ser gordo, você provavelmente não se incomoda com esse comentário. Se você odeia ser gordo, ou se você vive com medo de se tornar gordo, daí esse tipo de comentário vai soar insensível, ofensivo, e até hostil.

Dan Oliverio e Trevor, seu namorado

Dan Oliverio e Trevor, seu namorado

Em seu livro, você fala sobre os desafios particulares dos relacionamentos entre magros e gordos. Você pode falar sobre isso?

Bem, em relacionamentos entre magros e gordos, você não duplica seu guarda-roupas! Agora, falando sério, acho que a diferença mais saliente é que em muitos relacionamentos entre gordos e magros, uma pessoa é admirada por uma característica que ela gostaria de mudar ou é indiferente para ela. Claro, isso depende do gordo. Alguns caras estão super felizes de serem admirados por sua circunferência e por serem gordos. Talvez não seja uma característica que eles optariam por ter, mas eles têm toda a intenção de aproveitá-la ao máximo. Outro desafio é que há alguns pegadores de rechonchudos que não conseguem ser “aquele casal” no bar, nos clubes, na festa de fim de ano. Nos meus seminários e nos meus textos, eu trabalho para que os caras aceitem quem são – todas as suas características. Outro lado são as preocupações que os homens e as mulheres têm. Os gays em meus seminários pareciam, em sua maior parte, estarem preocupados com encontros, relacionamentos e fidelidade. Os héteros em meus seminários aparentemente já processaram tudo isso. Eles se preocupam com objetificação, identidade, e se declararem (no caso de héteros A.G.). Lembre-se, a maioria dos gays já passou pela experiência de sair do armário. Os héteros que gostam de mulheres gordas não passaram por isso. A maioria deles nunca teve que sair de qualquer tipo de armário em toda sua vida.

Quando você conhece alguém que desperta seu interesse, ele duvida que alguém que tem um corpo como o seu poderia estar interessado? Como você lida com isso?

Cara, você não faz ideia. Já tentou pegar um cara, e ele te ignora completamente e prefere olhar para a parede? Um monte de gordos gostosos sequer fazem contato visual comigo, o que torna muito difícil avaliar seu interesse. Eu lido com isso sendo muito direto e muito franco com os caras. A maioria dos pegadores de rechonchudos não são tão valentes quanto eu. Os gordos me perguntam o tempo todo, “Cadê esses pegadores que você fala tanto?”. E eu respondo, “Eles são os caras tentando chamar sua atenção! Mas quando você nem olha para eles, eles desistem. Aquele cara que fica olhando para você feito bobo, como se tivessem batido com uma panela na cabeça dele? Ele não está tirando sarro de você, ele está querendo te pegar. Talvez de uma maneira meio errada, mas isso só acontece porque ele está pensando que alguém tão gordo e lindo é areia demais pro caminhão dele.” (Esse discurso fica ainda melhor quando eu o digo durante um seminário e todos os pegadores presentes balançam a cabeça com força concordando.)

Você fala sobre esse assunto frequentemente e abertamente. Você já deve ter encontrado alguém que odeia o que você diz. Como você trata essas pessoas?

Mais uma vez, a gordura é tabu. As pessoas que têm problemas com gordura tendem a manter distância das pessoas que falam sobre isso o tempo todo. Quando eu encontro alguém assim, eu nunca levo o que dizem para o lado pessoal. Não sou eu quem os ofende. Quando eu saio com um cara grande e nós estamos de mãos dadas, as pessoas não se importam tanto. Na maioria das vezes eles até sorriem. Às vezes até dizem “vocês são um casal tão bonito!”. Acho que é porque, no fundo no fundo, as pessoas querem acreditar que realmente há alguém para todo mundo. Talvez ver um cara sarado com um gordo enorme dê esperança para as pessoas.

Por fim, cadê os “pegadores de magrelos”?

Eu conheço um monte de gordos que dizem, na maior sinceridade, “eu sei que eu deveria ficar todo impressionado pela sua musculatura, mas eu curto mesmo é caras novinhos e magrinhos”. Eu compreendo isso totalmente. Esse contraste entre os tipos de corpo na cama pode ser um tesão. Além do mais, um carinha magrinho e flexível pode fazer manobras com um gordo em geometrias que alguém com a minha massa muscular não consegue. Um dos meus amigos supergordos adora fazer sexo com lolitos e se refere a eles como “fio dental de pelanca”. Ele diz que adora como eles conseguem se contorcer para dentro e ao redor de todas suas dobras e peles.

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32 comentários

Derick

Eu sou gordo(160 kg) e não tenho nenhum problema pra me relacionar e arranjar namorados, tenho ate fãs que tenho que despistar um pouco pra não atrapalhar meu namoro de 06 anos.
As pessoas gostam de mim do jeito que sou e modestamente sou muito safado e bom de cama, já deixei muito macho sarado louco de tesão na cama. Único problema é que depois ele querem sempre. rsrrs

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Renato

Oi, sou gay e namoro com um menino que luta com seu peso durante todo o tempo do nosso namoro! Conheci ele quando era mais pra musculoso, e com o tempo ele foi começando a engordar.

Pedia pra que ele fosse pra uma academia, fazer exercícios e tudo mais, mas depois de um tempo percebi que quanto mais fofo ele ficava, mais eu gostava e me sentia atraído por ele. Ele ainda não gosta da forma que está mas não consegue emagrecer, mas hoje em dia eu descobri que adoro meninos que sejam mais fofinhos e baixinhos.

Percebi que com a idade, nossos gostos mudam, e hoje em dia eu estou mais gordinho e eu estou muito feliz assim, me sinto muito bem e até mais bonito de quando era magro.

Quando comecei meu namoro eu tinha 60Kg, 1,77 com 18 anos e hoje em dia tenho 78kg e 29 anos e sou muito mais feliz.

Vou ver se consigo que meu namorado veja e entenda este texto, pois não tem problema nenhum em ser fofo, acho até mais bonito!

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Jae

Sou mulher e hétera e também adoro gordinhos. Mas é difícil isto no mundo hétero também… eles sempre ficam com um pé atrás, achando que é impossível uma menina bonita gostar de um gordo… acham que é ‘pegadinha’ ou coisa assim. è complicado também.

E minhas amigas detestam que eu toque no assunto

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Neto

Oi, sou hétero também, sou gordo e entrei aqui na intenção de achar um comentário como o seu, que sorte a minha, talvez a gente pudesse se conhecer melhor, afim de trocar contato?

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AG

Cara, eu tenho 16 anos e literalmente, tenho certeza q curto gordos, é a minha paixão, sou mto magro e só tem um problema, que não sai do armário, mas sério, não existe coisa mais linda e gostosa do que um gordinho

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Enzo

Não sabia que existia esses admiradores de rechonchudos !!!!
Existe algum canal de comunicação com essa galera??? super quero conhecer…bjs

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Giordano Bruno

Eu não consigo nunca localizar esses caçadores. De fato, se alguém magro, sarado me olha eu já começo a me perguntar se tou sujo, mal vestido, despenteado ou fedendo, porque na minha cabeça eu não vejo atrativo nenhum em ser gordo. Sou gordo e sempre sofri bullying por isso e uma das coisas que mais detesto é ser gordo. Me perdoem, mas quem é gordinho não esta nada satisfeito com o corpo que tem, e sabemos que há sempre uma eterna luta contra a balança. A gente tenta, tenta e não consegue. Admiro quem tem a auto-estima lá em cima, mas eu não consigo ver atrativo nem em mim que sou gordo, que dirá em outro gordinho. Acho que os bullying que a gente sofre na infância faz com que a gente sinta repulsa de si mesmo e de quem é igual a si. Enfim, tema complexo e cada um tem seus gostos, por mais estranhos que sejam.

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jack mg

eu sou um fã de gordos,mesmo casado com mulher adoro pegar um gordo…. e algo mais

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falcs

gosto do gordos e tenho muito tesão por eles e elas, tenho 87kg 1,72m e moreno. gosto daqueles(as) que tem bundas enormes com coxas grossas e barriga molinha com todo balanço… tipo 140kg ou mais… me correspondam ou me indique um site real aqui no Brasil e de fácil acesso. agradeço! sou professor também.

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blackgladiator

Sou gordo e sou tarado nos gordos, mas acontece exatamente o que o entrevistado disse: “Olham pra parede e te ignoram”. Só querem saber dos magros e novinhos, mas vivem reclamando que não “encontram ninguém”. Acho que a auto-aceitação seria um ótimo começo pra quem tem esse problema pq vejo essa busca no “contraste” como uma verdadeira fuga de si mesmo. Complicado…

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Tiago

Oi boa tarde…

Sou “Pegador” de Ursos/Gordinhos e sou desses que não pega outros tipos de caras! rsss…
Alguns amigos já ficaram com raiva de mim pq eu não peguei o “magrelo” bonitinho que me queria e que todos eles estavam afim… rss
Então… falei isso só como uma breve apresentação sobre mim! rss

Enfim…
Meu namorado é Ursinho e é Gordinho, mas ele tem problemas de aceitação quanto a isso! Mas e daí? O que quero dizer com isso?

Bem…
A grande maioria dos “RECHONCHUDOS” como vc traduziu a palavra “Chubby”, não gostam de serem chamados assim! Nem de Gordos…
Se vc queria que o texto tivesse uma melhor aceitação, sorry, mas com essa tradução não vai ter… Isso sem dizer que a palavra “Chubby” em inglês denota algo FOFO, bonitinho… Logo a tradução mais correta para isso seria “Fofinho” ou até mesmo “Gordinho”! 😉

Well well well, eu mesmo que gosto de GORDINHOS, não curti a palavra “RECHONCHUDO”, imagina só eles! Essa palavra em português vem carreda de xacota/zoação, não é algo que SOMA, entende? Tanto que, pra enviar esse texto pro meu ursinho, eu preferi trocar todas as palavras “rechonchudos” por “gordinhos”! 😉
Acho que assim o texto fica menos agrssivo e mais suave, de melhor aceitação tanto pros próprios gordinhos quanto pros magrelos que não gostam… rss

Bem, se tiver afim de atualizar o seu texto, abaixo vai o texto que alterei! 😉
VALEU a iniciativa!!! Tb concordo com o seu post no facebook: “Meu sonho: que as expressões “pegador de >gordinhos<" e "fio-dental de pelanca" tornem-se populares graças a esse artigo."

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Daniel

Moro em Brasília e aqui se percebe que sempre há tribos, os ursos, os sarados, os coroas e etc. mas vejo diversos amigos se misturando, os lindos pegando feinhos, os malhados namorando ursinhos, não precisar declarar do que gosta, cada um diz sim ou não conforme seu desejo é prazer, achei que a ideia do entrevistado foi essa é tentaram distorcer, ele diz que não precisou declarar nada, simplesmente namora os gordos e pronto, ajo assim, não com gordos, mas com coroas, se um novinho me cantar, converterá vou avaliar tbm.

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Luan

Que matéria porca, objetificação e hypersexualização dos gordos

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Marcos

Se o problema for gordura, tô dentro. Meu namorado tem 130 kg e eu adoro e olha que eu tenho 80 kg. Adoro gordinhos.

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Rodrigo

Ótima ideia traduzir o artigo, mas um cuidado na tradução seria legal. Existe um vocabulário rico e disponível no mundo ursinho brasileiro para explicar melhor o que o autor queria dizer em inglês. Chaser não é pegador, é caçador… entre mtas outras coisas….

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Marcio Caparica

Literalmente chaser realmente é caçador, mas na nossa cultura, quando alguém curte muito algum tipo de pessoa, a gente não diz que essa pessoa vai “caçar” tal figura, mas sim “pegar”. Sem falar que “caçador” soa meio tiozão, na minha opinião. Fiz uma pesquisa mas não encontrei muitas referências de termos brasileiros. Além disso, não acho que esse artigo seja exatamente sobre a cultura ursina, mas sim sobre apreciação de gordos, o que não é a mesma coisa. De qualquer maneira, como sempre, aceito sugestões de termos para ajustar esse artigo e traduzir melhor os seguintes! Obrigado!

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Carneiro Júnior

Olá Márcio Caparica, tudo bem!
Bom agradeço a sua postagem adorei de coração.
Pois eu sou GORDO, tenho 35 anos, 1,70 altura e 135kg, jé me relacionei com vários homens e nunca nenhum me falou que curtia GORDO, e hoje estou dentro de um relacionamento com um Rapaz de 25 anos e ele se declara completamente um adorador como vc diz (Pegador de rechonchudos), e posso te garantir com ele nunca fiquei tão satisfeito ao lado de um homem como estou com ele.
Nunca fui de frequentar lugares GLBT, e também nunca tive nenhuma preocupação por eu ser GORDO.
E hoje lendo essa sua matéria estou completamente satisfeito com tudo e não vejo a hora do seu Livro chegar ao Brasil.

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Caio Cesar

Acho que o perigo desse texto é “fetichizar” os gordos. Como assim? Dizendo que algumas pessoas “preferem/curte gordos” e SÓ gordos.

Eu não quero ser fetichizado. Sou gordo e não quero uns gatos pingados me desejando porque “curtem gordos”. O que eu quero, na verdade, é que os gays, EM GERAL, não sintam nojo de mim. E é por isso que eu milito e luto contra a ditadura da “questão de gosto”.

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James Cimino

Bom, Caio, querendo ou não as pessoas vão te fetichizar e já te fetichizaram, aliás, quando se criou a comunidade ursa. Eu sou peludo e barbudo e hoje em dia sou super fetichizado por isso. Você é que vai ter lutar contra a fetichização e isso é fácil de perceber já na aproximação das pessoas contigo. Agora, lá fora, tanto nos EUA quanto na Europa tudo no mundo gay é fetiche. Tanto que existe essa especialização sexual muito forte. Clubes só pra ursos com piercing no mamilo esquerdo, bares de sapatas com moicano roxo. Eu acho um saco, mas isso é resultado dessa cultura de gueto.

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Rafael

Só fiquei com uma dúvida ao ler o texto, onde fica o mundo gay? Consigo chegar de ônibus, ou tenho que pegar um avião? Que perda de tempo, eu vivendo no mesmo mundo que os héteros enquanto existe um mundo gay dando sopa por aí. Ps: consigo comprar uma casa no mundo gay através do “Minha casa minha vida”????

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James Cimino

G0y detected! Ou seria apenas mais um “macho no sigilo”? Ou quem sabe apenas mais uma curitiboca expressando seu provincianismo… Jamais saberemos.

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Phyll

Como o entrevistado é estadunidense ele faz referencias a bares, ruas e até mesmo bairros LGBTs, como o bairro de Castro em São Francisco – Califórnia. No RJ, por exemplo, temos a Rua Farme do Amoedo (Posto 9) em Ipanema ou a Rua da Lama em Madureira entre outros pontos de encontros LGBT.

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Victor

Sou contra qualquer discriminação. O bom do sexo é que libido não escolhe biotipo ou ideologia. Porém, creio que a repressão gay ainda é tão forte que “força” ou influencia que se busque a “perfeição” como desculpa para ser gay: sou gay, mas sou rico. Sou gay, mas sou lindo. Sou gay, mas namoro um modelo da Calvin Klein. Gosto é gosto e ninguém está tentando imputar um gosto a ninguém. Tem espaço para todos, sejam, gays, heteros, magros, gordos ou no meio termo. O que não dá pra encarar é o preconceito dentro de um classe JÁ assolada por isso e que, paradoxalmente, briga por respeito. Em resumo: gay quer ser respeitado, mas no grindr não economiza xingamentos contra “feios”, magros demais ou gordos?
Atualmente, foi necessário criar nova minoria dentro da minoria: os ursos. Com isso, continua a saga pelos 150 Pokemons: tem barbie, urso, chaser, muscle bear, daddy, son. Qual o termo para homens que gostam de homens?

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Wilbert Basilico

Melhor comentário de todos!
Tô contigo e não abro!

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Mari

Amo gordura! Tamo junto!! Minha namorada é enorme e a acho linda e perfeita!

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