Se você é contra o casamento gay, você é um péssimo CEO

Há quem pense que a demissão forçada de Brendan Eich é um ato de intolerância; talvez ele esteja apenas colhendo o que plantou

por Marcio Caparica

Traduzido do artigo de Will Oremus para o site Slate.com

Houve um tempo em que mostrar apoio ao casamento homoafetivo fazia de alguém um radical. E então veio o tempo em que esse apoio fazia de alguém um progressista. Agora nós alcançamos o ponto em que não apoiar o casamento homoafetivo torna uma pessoa inadequada para liderar uma das maiores empresas do Vale do Silício.

Há quem diga que isso tudo foi longe demais, rápido demais – que é injusto açoitar em praça pública alguém por um ponto de vista político que há meros seis anos era apoiado pela maioria dos moradores da Califórnia. Quem pensa isso está errado.

Apenas 10 dias depois de ser nomeado CEO da Corporação Mozilla, a companhia de tecnologia por trás de um dos browsers mais populares do mundo, o Firefox, Brendan Eich pediu demissão em consequência das pressões que vinha sofrendo. Eich, o inventor da linguagem de programação Javascript, tecnicamente era qualificado para liderar uma organização que se dedica a promover a vitalidade e a abertura da web. Mas suas opiniões pessoais fizeram com que ele sua posição como líder da Mozilla se tornasse insustentável.

Eu digo “opiniões pessoais” ao invés de “opiniões políticas” porque a diferença entre um e outro é a chave para se compreender por que Eich tinha que partir.

Em 2008, os eleitores da Califórnia aprovaram com uma pequena margem a Proposition 8, uma emenda à constituição do estado que limitava o direito ao casamento civil apenas aos casais heterossexuais. Quatro anos mais tarde, veio à tona que Eich esteve entre os apoiadores da Prop 8, tendo doado mil dólares para a campanha contra o casamento gay. Essa revelação desencadeou um turbilhão de twitts revoltados entre os tecnófilos, que costumam ter pontos de vista socialmente progressistas independente do viés econômico que apoiam. No entanto, pelo que eu sei, não houve então clamores em massa para que Eich abandonasse sua posição na Mozilla, onde ele era Chief Technical Officer (CTO) desde 2005.

Tudo mudou em 24 de março, quando a diretoria da Mozilla, dividida, nomeou Eich para CEO. O Wall Street Journal noticiou que três diretores da diretoria abandonaram seus cargos por causa dessa escolha. Seus empregados também se revoltaram. E a condenação pública foi ampla. O site de encontros online OkCupid chegou até a montar um bloqueio em seu site contra o browser Firefox, pedindo para que os visitantes utilizassem outro navegador.

Eich tentou manter o dano sob controle. No dia 26 de março ele publicou um post em seu blog prometendo manter as políticas antidiscriminatórias da Mozilla, tratar seus empregados com igualdade, e cultivar uma atmosfera de abertura e inclusão. Ele também declarou “pesar” por “haver causado sofrimento”, sem se referir explicitamente à Proposition 8. Ele resistiu, porém, às exigências para que deixasse o cargo, e nunca renunciou seu apoio à medida. “Eu não quero falar sobre minhas crenças pessoais porque eu as mantive fora da Mozilla por todos esses 15 anos em que estive lá”, ele disse ao jornal The Guardian. “Eu não acredito que sejam relevantes.”

A noção de que suas opiniões políticas não deveriam afetar seu emprego é persuasiva. O que seria da democracia se os membros de um partido fossem impedidos de trabalhar em empresas lideradas por membros de outro partido?

Mas essa situação é diferente. Opor-se ao casamento homoafetivo hoje em dia não está no mesmo nível de opor-se a aumentos de impostos ou à guerra no Afeganistão. Isso está mais próximo a opor-se ao casamento inter-racial: expressa uma convicção de que algumas pessoas não merecem os mesmos direitos básicos dos resto da população. Uma organização como a Mozilla poderia até tolerar esse posicionamento em um subalterno, e poderia até tolerar isso em um CTO. Mas em um CEO – o responsável por tomar as decisões finais, e o porta-voz da organização – esse tipo de crença transmite uma mensagem horrenda. Isso vale em dobro para uma organização que se devota à abertura e à liberdade na web – sem considerar que é uma organização com inúmeros funcionários homossexuais.

O problema torna-se ainda maior para uma companhia de tecnologia no Vale do Silício, onde a competição por engenheiros de primeira linha é feroz. A vantagem que a Mozilla tem sobre gigantes como o Google e o Facebook é que ela oferece a seus contratados a oportunidade de trabalhar para uma organização em cujos valores pode-se realmente acreditar. Um chefe preconceituoso, não importa quão bem-intencionado seja ele, debilita esse apelo.

Considere por um segundo: se você soubesse que seu chefe não o considera merecedor dos mesmos direitos que todas as outras pessoas baseado apenas na sua orientação sexual, você seria capaz de ir trabalhar para ele todos os dias sentindo-se bem consigo mesmo? Você se sentiria mais tranquilo depois que ele insistisse que não o trataria de maneira diferente em seu local de trabalho só porque ele é da opinião de que deve-se alterar a Constituição para que pessoas como você sejam discriminadas? E como você se sentiria quando, então, ele usasse em sua defesa o argumento de que deve-se apaziguar os elementos menos tolerantes de sua organização, como ele fez em sua entrevista para o Guardian?

Eich também frisou que o Firefox funciona em escala global, inclusive em países como a Indonésia, que sustentam “opiniões diferentes”, e o casamento LGBT “ainda não é considerado um direito humano universal ainda, e talvez isso ainda aconteça, mas isso está no futuro, nesse momento nós estamos num mundo em que nós temos que pensar de maneira global para sermos eficazes”.

Na verdade, Mr. Eich, nesse momento nós estamos num mundo em que você não pode ser preconceituoso se você quer ser um líder eficaz de uma organização como a Mozilla. E já era tempo.

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26 comentários

Resumo da Semana – 31/03 a 06/04/2014 | X ao Quadrado

[…] E finalmente vamos falar sobre a renúncia ao cargo de CEO da Mozilla por Brendan Eich. No início da semana passada, uma lista de e-mails de profissionais na área de computação que eu assino começou a pegar fogo com uma enxurrada de e-mails criticando a nomeação de Brendan Eich ao cargo de CEO da Mozilla. O motivo das críticas era porque, em algum momento do passado, ele tinha doado dinheiro para uma proposta de lei que proibia o casamento gay.  Na tal lista de e-mails as opiniões se dividiam entre, “Não tem nada a ver. Isso faz parte da vida pessoal do cara.” ou “Que absurdo! Essa escolha se refletirá na cultura da Mozilla”. Eu confesso que eu estava pendendo mais para o lado que o fato dele ter determinadas crenças pessoais isso não estaria relacionado com sua competência como CEO da Mozilla. Afinal, podemos não concordar com ele mas ele tem o direito de pensar como quiser e estávamos falando de algo que havia ocorrido no passado e não uma atitude que ele tomou ENQUANTO CEO DA MOZILLA. Eu também confesso que achei estranho como as pessoas discutiam tão ferozmente sobre esse assunto, e fiquei sabendo de sites que bloquearam o acesso pelo Firefox, como boicote à Mozilla. O Brendan Eich chegou a reafirmar no seu blog o seu compromisso de manter a cultura da empresa de inclusão e de não discriminação. Mas de nada adiantou. Ele teve que renunciar. E na minha tentativa de compreender tamanha animosidade em relação a um dos criadores do JavaScript,  no fim, eu gostei bastante do resumo e da análise do texto “Se você é contra o casamento gay, você é um péssimo CEO”. […]

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Nelson

É realmente uma contradição um cara com esse pensamento limitador dirigir uma empresa como a Firefox. O Mozilla é um navegador que melhor suporta as ferramentas de acessibilidade como leitores de telas que permite deficientes visuais tenham acesso à internet. Algo que por exemplo o IE da Microsoft está longe de alcançar. Este é apenas um exemplo de inclusão que a Firefox promove. Foi uma escolha errônea da empresa de colocar esse cara.

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Mateus

Após ler as matérias e entender a história só me restou uma pergunta: como esse imbecil chegou a um posto tão alto em sua carreira apesar de sua mente tão bitolada? O resultado não lhe podia ser outro senão a sua derrocaca. Durou mto, demorou demais.

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Gustavo Souza

Essa história tem pontos de aproximação com a declaração daquele Maurício do vôlei. O curioso é que quando se veicula um ponto de vista que nitidamente rechaça os homossexuais aí é apenas a “opinião” do cara e, portanto, devemos respeitá-la. Será mesmo? Então, vamos fazer o seguinte exercício: trocar gays por negros, deficientes físicos, índios ou mulheres. Continuaria sendo apenas uma “opinião”? Não! E por que? Porque negros, deficientes físicos, índios ou mulheres, assim como os homossexuais, são grupos que, no decorrer da história, foram vítimas de discriminação. Logo, o combate ao preconceito é urgente e deve ser uma constante. Que casos como esse sirvam de lição.

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João

Eich, amiga, te preserva. Apoiar esses tipos de baixaria só dá nisso, ou tá pensando que a classe viada é bagoonça? Somos não, beu abô. A gente gosta de sangue!!

P.S.: Eu acho é pouco.

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Luis Carlos da Silva

Esses caras vivem num mundo à parte. Não existe avanço nenhum em apoiar o homossexualismo! É óbvio que isso é uma distorção apenas apoiada pelo mundo docomércio e do consumo, mesmo assim equivocadamente! Esses doentes são minoria e continuarão sendo! Essa é mais uma aberração midiática comercial consumista.

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James Cimino

Ninguém pediu para ele apoiar a homossexualidade. Mas como ele apoia o ódio e a discriminação, se fudeu. Bem feito. Todo mundo reagiu contra e aposto que não foram só os gays. Agora, “aberração midiática comercial comunista” é uma boa mistura de palavras que no mundo cognitivo não significam merda nenhuma, hein? hahahaha

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Ana

Sem esquecermos que a palavra Homossexualismo que usaste se refere a uma doença inexistente, o sufixo “ismo” define a homo afetividade como um distúrbio mental.

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Helliton

Olha acredito que a comunidade LGBT, não seja tão idiota, mas se ela for, então a retórica poderia valer dos dois lados, então se um cara é Gay então será um péssimo qualquer coisa.

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Gustavo Souza

Helliton, você escreveu esse comentário em outra língua (norueguês? tailandês? russo?) e usou o google tradutor para traduzi-lo? Porque está puxado, viu. Mas se você é falante do português, sugiro enviá-lo imediatamente para o Jenios: http://jenios.naosalvo.com.br

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Garrete Alves Reis

“expressa uma convicção de que algumas pessoas não merecem os mesmos direitos básicos dos resto da população”
O agora ex-presidente da Mozilla, por suas opiniões pessoais, não merece governar uma empresa, por discordar da opinião de muitos! Cargo esse que ele não usou pra manifestar suas convicções. Incrível a incoerênica!

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Paulo

Pelo que to vendo, estamos vivendo numa ditadura gay, onde vc é livre apenas para ser a favor, se vc for contra o homosexualismo, aí não tem liberdade ! São todos hipócritas ! liberdade é ser livre tanto para concordar como para discordar.

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James Cimino

Não existe liberdade para disseminar ódio e para impedir que as pessoas sejam feliz do jeito que melhor lhes convier. Se fosse mesmo uma ditadura gay eu nem aprovaria o seu comentário aqui, mas eu prefiro é te ridicularizar com argumentos, trouxa!

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fbz

É tão patético ler que alguém acha que pode ser “contra” a sexualidade de outro. E se alguém fosse contra a heterossexualidade dele? Ia fazer o quê? Ser a favor da liberdade de opinião? Sendo que eles – os homofóbicos – não tem apenas “opinião”, eles tem poder, eles votam contra direitos, votam contra leis. Se fosse somente uma questão de gostar ou não, ninguém se importaria. CAda um pode gostar do que quiser. Mas parece que esse pessoal, pra justificar o ódiozinho de merda deles, não consegue ver nada além do…ódio.

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Alguém diferente de Ninguém

A partir de quando apoiar determinada posição política ou até mesmo ideológica deve significar a devastação profissional de qualquer individuo? Por que se partimos deste ponto pode-se notar claramente um paradoxo, já que ao momento que determinado individuo não pode ser julgado por ser a favor de uma ideologia qualquer outro individuo não deveria ser julgado por acreditar e apoiar o contrario, e diferente do que dito no texto acima isto pode ser sim analisado da mesma forma que o caso dos políticos supracitados, já que a partir de uma malha racionalistas ambos os casos são disputas ideológicas, a única diferença é que uma está presente na malha corporativa e a outra Governamental, órgão este responsável por regulamentar os direitos e deveres de todos os cidadãos presentes em seu território assim sendo muito mais significativas (socialmente) do que as políticas apoiadas por empresas/corporações, portanto significando que a partir do momento que o autor do texto falou que os casos analisados são diferentes ele pode até estar certo caso analisemos apenas a óptica da quantidade de pessoas a serem atingidas, e de que forma serão atingidas, porém este mesmo autor se precipitou no momento em que afirma que as decisões tomadas por corporações devem receber mais importância do que as tomadas pelo governo (para o autor: desculpe se essa não foi a sua intenção ao escrever o texto, mas a partir do momento em que você não vê problemas na ideologia de um membro político, mas vê na de um membro corporativo faz-se parecer, ao menos para mim que as decisões corporativas estão acima das políticas), pois toda e qualquer instituição social/corporativa deve primeiramente aceitar e obedecer as leis que regem um país antes das suas próprias. Outro ponto é que se o requerido CEO chegou até onde chegou isso se deve não somente a uma de suas opiniões, mas sim ao conjunto de seus ideais (principalmente corporativos) que o definem como um potencial empresarial a ser explorado.
Quanto ao fato do seu comentário “Se fosse mesmo uma ditadura gay eu nem aprovaria o seu comentário aqui, mas eu prefiro é te ridicularizar com argumentos, trouxa!”, você com todo o seu argumentário notadamente tendencioso, deve, ou ao menos deveria compreender que existem muitas formas de se coagir um individuo. Como no seu comentário por exemplo, qual o objetivo de difamar o individuo que tem uma opinião diferente da sua apenas por ele ter uma opinião diferente, e nesse ponto ele pode até estar correto, por que aparentemente na sua visão quem apoiar uma ideologia diferente da sua deve ser difamado e ser motivo de piadas como demonstram os vários comentários abaixo, que sem nenhum argumento procuram atacar um individuo que tem opinião diferente da sua, e é exatamente isso o que vocês criticam quando apontam casos como o apresentado na matéria acima.

Outros comentários:
Para o autor:
“ Mr. Eich, nesse momento nós estamos num mundo em que você não pode ser preconceituoso se você quer ser um líder eficaz” – Antes de se publicar alguma matéria deve-se ter muito cuidado com o sentido proferido para o leitor, já que você faz uma acusação muito pejorativa, forte e desmediada ao afirmar que determinado individuo é preconceituoso, já que por definição preconceito é objetivamente (não ao comum sensum) Opinião ou pensamento acerca de algo ou de alguém cujo teor é construído a partir de análises sem fundamentos, sendo preconcebidas sem conhecimento e/ou reflexão. E não existem provas levantadas por você que possam afirmar que o individuo na refletiu antes de tomar suas decisões ideológicas.
Para outros comentários:
Postem suas ideias e comentários, dialogar é aprender. Mas façam isso com propriedade por favor.

Responder
Ana

Em primeiro lugar: homossexualismo, não existe meu caro, pois é uma palavra que denota que o comportamento homossexual e homo afetivo como uma doença, portanto a presença dessa palavra já lhe dá um tom homofóbico.
Ninguém tem o direito de impedir um casamento hétero, certo? Está previsto na constituição o direito de um homem e uma mulher se casarem. Porém, os héteros tem o direito de impedir o casamento homo, e por que? Por algum acaso valemos menos perante a sociedade? É o que se faz entender.
Se realmente somos todos iguais (juro que não estou inventando, tanto a constituição quanto a declaração internacional de direitos humanos dizem isso), todos devem ter os mesmos direitos. Não importa nossa genitália, nossa inclinação sexual e afetiva, nossa cor de pele, não importando, nem mesmo nossas visões políticas, condições financeiras, ou opiniões pessoais.
Você tem o direito de não concordar com a homo afetividade/homosexualidade, basta não ter um relacionamento assim. Ninguém vai te obrigar a ficar com outra pessoa do mesmo sexo. Mas ainda assim, sociedade tenta nos fazer ficar com pessoas do sexo oposto… por quê? Porque infelizmente vivemos numa sociedade extremamente homofóbica, machista e rotuladora.
Você é livre para discordar, e tem a OBRIGAÇÃO de respeitar, você é livre para se casar com alguém do sexo oposto, mas cabe a TODOS garantir que outras pessoas possam também se casar com quem bem entenderem.
Então por gentileza, sem mimimi para dizer que é apenas uma opinião. Seria se a mesma não impedisse que outras pessoas tivessem direitos básicos. Já que sua “opinião” faz isso, bem, ela se torna uma opressão.
O direito de sermos contra qualquer coisa, todos temos, mas nosso espaço acaba quando começa o espaço do outro.
Eu por exemplo sou contra pintar o cabelo, mas eu tenho o direito de pintar ou NÃO meu cabelo, e minha melhor amiga, pintou o cabelo dela de prateado, mas o cabelo é dela, é um direito DELA. Eu nunca pintei meu cabelo, e esse meu direito é respeitado. Mas se outra pessoa quer pintar, ela também deveria ter esse direito.
Sei que pintar o cabelo não é exatamente o melhor exemplo, mas é um exemplo válido, vendo que a vida de cada um diz respeito apenas a própria pessoa.

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fbz

Não se trata de merecimento. Mas da mudança dos tempos dando uma rasteira em quem insiste em ficar na frente. Ele pode governar o que ele quiser. Resta saber quem ficará ao lado dele. A Mozilla já mostrou que não.

O cara doa dinheiro pra uma campanha pró-intolerância e agora chorou implorando tolerância com o ódio dele. E os fãs dele indo atrás. Dá pena. O trator da história vai passar por cima sem dó.

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James Cimino

Ele não apenas expressou sua opinião pessoal. Ele bancou políticos que prejudicariam pessoas que queriam se casar. E que opinião é essa? Que direito ele a dar opinião sobre a vida de quem quer que seja? Se fudeu e bem feito que se fudeu. Quem financia o ódio merece a falência.

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fbz

Eu queria mesmo é saber como que homofóbico aparece em site gay.

Ah esqueci que tb existe gay homofóbico.

Fora os heteros “curiosos”…..

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